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Janeiro/Março 2020
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Turismo

Europa em família

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    Viagem a Europa em família. Quatro pessoas. O médico ginecologista Wellington Venâncio Andrade, a dentista Lilian Mendes Andrade e os estudantes Raphael e Giovana Mendes de Andrade. A história tinha todos os clichês possíveis para dar errado, já que viajando em família é multiplicada por quatro a  possibilidade de  atrasos,  desencontros,  conflitos… Mas eles foram dispostos e bem humorados, com o firme propósito de conhecer, aprender e acima de tudo, se divertir muito. O saldo desta viagem de 15 dias à França, Inglaterra e Bélgica, foi enriquecedor, como conta a dentista Lilian.

    Wellington, Lilian, Giovana, Raphael em Londres - Big Ben e Parlamento.
    Wellington, Lilian, Giovana, Raphael em Londres - Big Ben e Parlamento.

     

    “Esta foi com certeza a melhor viagem que fizemos juntos, em família. Não só pelo encanto dos lugares que visitamos, mas também pelo fato de estarmos na companhia dos nossos filhos, Raphael e Giovana, que não moram mais conosco porque estudam fora e temos poucas oportunidades de convívio”, declara Lilian Mendes.

    Antecedência tiveram de sobra. A ideia da viagem nasceu no início das férias de dezembro. Foi quando eles resolveram que iriam sair na semana que antecede o carnaval. Fizeram a viagem do dia 24 de fevereiro até o dia 8 de março e optaram por visitar apenas 3 países para aproveitar pelo menos cinco dias em cada um deles. Começaram o roteiro em Paris. Depois foram pelo Eurostar a Londres, (uma viagem em um trem de alta velocidade que liga as duas capitais em menos de 2 horas e atravessa o canal da Mancha sob o mar, através do Eurotúnel). Depois ainda foram à Bruxelas e em seguida, a Bruges e de volta a Paris. Sempre de trem, conhecendo a paisagem europeia.

    Ao contrário do que muita gente pensa, em se tratando de viagem, a internet é uma grande aliada, conforme Lilian confidencia. “Fizemos todas as compras de passagens aéreas e trens pela internet. Foi interessante como a opção por viajar exclusivamente de trem dentro da Europa, permitiu que a gente planejasse os mínimos detalhes do nosso roteiro. Escolhemos os horários mais convenientes e as estações mais próximas dos hotéis em que nos hospedamos. Evitamos assim os demorados check ins e os inconvenientes deslocamentos para os aeroportos. Usamos a agência na verdade, apenas para adquirir o seguro viagem (imprescindível) e fazer as reservas dos hotéis que pesquisamos”, conta Lilian.

    Ponte Alexandre III - Paris.
    Ponte Alexandre III - Paris.

     

    Sete quilos a menos

    Interessante foi a questão da bagagem. Cada um conseguiu se ajeitar com uma mala pequena (malinha com uns 16 kg para cada um, inacreditáveis 7 quilos a menos do que era permitido). “Nossa bagagem foi leve porque desde o momento que chegamos ao aeroporto de Paris, utilizamos todo o transporte público local. E transporte público em países desenvolvidos, funciona muito bem”, esclarece Lilian ainda dizendo: “Ao pedir uma informação, se o inglês não funcionava, partíamos para um francês bem truncado e muitas vezes a mímica ajudava bastante. O máximo que pode acontecer é se confundir na explicação, descer do metrô na estação errada e ter que caminhar o dobro do previsto. Mas quem se importa de caminhar quando se trata de andar às margens do Rio Sena, apreciando um monumento em cada esquina?” fala a dentista.

    Apesar de muitos turistas e imigrantes chineses, americanos, indianos e muitos brasileiros, a família percebeu nos europeus, um certo orgulho pela sua cultura e muito interesse em preservá-la. “A presença de crianças em museus chamou nossa atenção de uma forma especial. Vimos crianças pequenas passeando em grupos com seus professores na National Gallery em Londres, e no Museu do Louvre, em Paris, ouvindo com atenção as explicações sobre quadros pintados há mais de 5 séculos. O valor dado à educação nos países da Europa faz toda a diferença!”, observaram.

    Segundo Lilian, tudo o que viram de cada país os deixaram encantados. Ela diz que precisariam de muito mais tempo na Europa para apreciar tanta história e tantas belezas que o continente oferece, mas que foi por esse motivo que não tiveram a ansiedade de conhecer tudo, mas sim, o cuidado de curtir cada momento enquanto estavam lá.

    “Por incrível que pareça, não falamos em compras. Acho que nem deu tempo! Nossas malas voltaram cheias de experiências boas para carregar o resto de nossas vidas. Pelo Brasil ou pelo mundo, sempre é válido conhecer e compartilhar com os filhos as surpresas de um lugar diferente!”, concluiu.

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