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Janeiro/Março 2020
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Saúde

Constipação Intestinal

  • A constipação intestinal, ou obstipação intestinal funcional, também conhecida pelos pacientes como "prisão de ventre", queixa muito comum e provavelmente das mais frequentes em consultórios médicos, persiste como desafio tanto do ponto de vista do diagnóstico como terapêutico. Não é propriamente uma doença, nem um sinal, mas sim um sintoma e, como tal, pode ser originado de vários distúrbios intestinais ou extraintestinais.

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    Por não se tratar de uma enfermidade, mas sim de um sintoma, há a necessidade de cuidadosa investigação para estabelecimento do diagnóstico e tratamento. A característica das manifestações da obstipação intestinal funcional exige uma gama de diferentes conceitos, os quais variam de pessoa a pessoa. Assim, alguns sentem obstipados quando:

    • Não conseguem evacuar diariamente;
    • Quando as fezes estão endurecidas
       ou o volume evacuatório é pequeno;
    • Quando há sensação de evacuação incompleta;
    • Distensão abdominal;
    • Desconforto e mal-estar geral;
    • Dor abdominal.


    A constipação pode ocorrer como resultado do consumo insuficiente de fibras e líquidos, falta de exercício físico e medicamentos ou ser decorrente de causas orgânicas ou distúrbios funcionais do intestino grosso (ex: síndrome do intestino irritável).

    Desse modo, é importante considerar que a história recente de alteração do hábito intestinal, especialmente em pacientes idosos, torna necessária a investigação das causas orgânicas. Lembrar que o início dos sintomas pode estar associado ao início da administração de determinados medicamentos.

    História longa, sem associação precisa a nenhum fator específico é sugestiva de maus hábitos alimentares e comportamentais, como causa de constipação funcional.

    É muito importante o relacionamento terapêutico com os pacientes, os quais, além da constipação, podem apresentar outras doenças associadas.

    Uma vez que os motivos da avaliação clínica da consulta foram determinados, o tratamento deve ser baseado na gravidade e natureza dos sintomas, nos determinantes fisiológicos e psicossociais do comportamento do paciente, na doença e no grau de limitação funcional.

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