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Janeiro/Março 2020
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Saúde

Transtorno de Estresse Pós-traumático

  • Este transtorno começou a ser percebido, inicialmente, em soldados pós-guerra e tem se tornado cada vez mais frequente em decorrência do aumento da violência urbana, dos acidentes automobilísticos e das pequenas e grandes catástrofes..

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    É gerado a partir de um evento traumático grave, quando a pessoa experimenta ou testemunha situação de morte, risco de morte ou de graves danos à própria integridade física ou a de terceiros.  
    Pode ocorrer em qualquer período da vida, mesmo na infância, e se manifesta, predominantemente, dentro dos primeiros 3 meses depois do trauma, mas pode ocorrer também mesmo após este período. É mais frequente no sexo feminino.

    Essa doença está associada a um grande impacto na vida do indivíduo por trazer incapacidades sociais, profissionais e físicas, com altos níveis de utilização de serviços médicos, ausências no trabalho, redução da renda e menor sucesso acadêmico e profissional.

    Estes eventos traumáticos podem ser categorizados em 3 grupos:
    •    Eventos intencionais: provocados pelo homem como assalto, sequestro, estupro, guerras e torturas.
    •    Eventos não intencionais: provocados pelo homem como os incêndios, explosões e acidentes automobilísticos.
    •    Eventos provocados pela natureza: como os desastres naturais.

    Sintomas
     
    Revivência: diante de um evento traumático, o paciente vivencia um medo intenso, impotência ou horror e, posteriormente ao trauma, revivencia o evento com pesadelos, recordações e flashbacks. Estas revivências são dolorosas e intrusivas, surgindo na mente mesmo que o indivíduo tente lutar contra.

    Evitação: passa a evitar o contato com tudo que relembre o trauma – evita pensar, falar, ou ir a locais associados ao trauma. Esta evitação pode vir de formas sutis como busca por drogas para anestesiar o seu sofrimento psíquico ou como mecanismos dissociativos que servem para manter fora da consciência os pensamentos e sentimentos dolorosos. Também ocorre redução no interesse e participação em atividades, isolamento social e afeto empobrecido.

    Hiperestimulação autonômica: que inclui irritabilidade, agressividade, insônia, dificuldade em se concentrar, hipervigilância e resposta de sobressalto exagerada.
    Outros sintomas somáticos podem estar presentes como fadiga, cefaleia, tremores, tontura e hipermotilidade gástrica.
     

    Dra. Julia Faleiros - Psiquiatra - Título de Especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria - CRM MG 47004
    Dra. Julia Faleiros - Psiquiatra - Título de Especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria - CRM MG 47004

     

    Diagnóstico

    Para se fazer o diagnóstico de TEPT é necessário que haja a persistência dos sintomas por pelo menos 1 mês causando prejuízo no funcionamento social e ocupacional.

    Diante de um evento traumático, os indivíduos comportam-se de maneira diferente. As variáveis genéticas, biológicas e psicossociais, que determinam se alguém evoluirá ou não para um quadro psiquiátrico, são múltiplas e interagem de forma complexa. Para alguns indivíduos, as reações podem ser agudas e passageiras e para outros, são de longa duração, crônica e de consequências sérias.
    As reações agudas ao trauma são naturais e adaptativas. O que constitui um problema é a persistência e/ou intensidade excessiva delas.
    O TEPT é frequentemente associado a outros transtornos como depressão, transtornos de ansiedade e abuso de substâncias.

    Tratamento

    No primeiro momento, a principal intervenção é oferecer suporte, escuta empática que respeite o limite do que o paciente deseja falar, por meio de orientações e ajuda de forma prática.
    No tratamento do transtorno de estresse pós-traumático são utilizadas medicações psicotrópicas associadas à psicoterapia, principalmente a psicoterapia cognitivo-comportamental. É importante adequar as medicações ao perfil de sintomas e comorbidades de cada paciente.
    A busca pelo diagnóstico e tratamento do TEPT é de extrema importância para redução de todo o impacto na qualidade de vida e na adaptação social.

    CLINIVITTA:
    Rua Dr. Saturnino, 177
    Centro - Passos/MG
    Fone (35) 3522-6567 | 99141-0554


     

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