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Janeiro/Março 2020
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Esporte e Saúde

Atividade Física no Combate ao Câncer

  • Marcelo Campos Machado
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    Doença democrática, atinge todos os cidadãos, não importando a raça, classe social, ou gênero, o câncer, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), é responsável pela morte de 6 milhões de pessoas no mundo inteiro anualmente. Esta doença consiste em uma alteração no material genético e é caracterizada pela substituição progressiva de células normais por um determinado tipo de células alteradas, constituindo a massa tumoral.
     
    Com mais de 100 formas diferentes, todos os tipos de câncer têm seus aspectos particulares, mas dividem causas básicas comuns; cigarro, consumo de álcool e poluição são considerados fatores de risco para o surgimento da doença, assim como a obesidade e o seu conjunto de complicações relacionadas. O Instituto Nacional do Câncer cita o fumo e o sedentarismo como os maiores responsáveis pelo número de mortes ocasionadas pelo câncer, estimado em cerca de 190 mil pessoas somente em 2015.
    Diante deste quadro, o papel desempenhado pelos profissionais de Educação Física tem se tornado um dos mais importantes no combate ao câncer. A atividade física, bem orientada e adotada de modo permanente, atua como agente protagonista (e o mais eficaz) na prevenção, no tratamento e na recuperação da doença.
     
    Um estudo publicado pela Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, de autoria do Prof. Romário de Oliveira (profissional de Educação Física), relata que a atividade física é capaz de reduzir o risco de desenvolvimento de câncer em cerca de 30% se compararmos pessoas ativas e sedentárias. Já a recidiva da doença, que pode atingir até 40% dos pacientes nos dez anos seguintes ao primeiro diagnóstico, consegue ter sua probabilidade de surgimento reduzida em 60% após a adoção de hábitos saudáveis, com a inclusão da atividade física na rotina. “O tratamento do câncer, com o exercício físico, garante a sobrevivência e dá uma maior qualidade de vida ao paciente, pois atenua os efeitos colaterais e a toxidade da quimioterapia, atrelando estes benefícios à capacidade funcional”, disse Romário de Oliveira.
     
    A maioria dos exercícios físicos que envolvem os grandes grupos musculares é apropriada, porém caminhar e pedalar são especialmente recomendados, pelo menos três vezes semanais, de 20 a 30 minutos contínuos.
    O exercício, como já explicitado, pode proporcionar diversos benefícios, não só ao tratamento de prevenção da doença, mas também àqueles que tentam evitar a recidiva do câncer. Pratique atividade física, seu corpo agradece.
     
    por Marcelo Campos Machado

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