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Nov/Dez 2019
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Especial

[FOCO] - 8 anos de muitas histórias

  • A revista Foco Magazine chega ao oitavo ano de existência cercada por muitas histórias. Desde que foi lançada pela Gráfica e Editora São Paulo, a Foco tem atraído a atenção dos leitores não apenas por sua qualidade plástica, mas também por suas reportagens, artigos e propagandas ? todos bem trabalhados. Ela reúne informação e entretenimento para todas as faixas etárias. É o que dizem leitores que acompanham a vida da revista, alguns chegando a colecionar a Foco e, até mesmo, a encadernar as edições.

    Especial de aniversário.

     

    É o caso da funcionária pública e cerimonialista Maria Augusta Gonçalves Oliveira, que tem todas as edições encadernadas ano a ano. Ela guarda as revistas do ano todo e, em janeiro, leva o conjunto para encadernação. “Tenho desde o primeiro número (maio de 2005), que ainda era em tamanho menor. Em outubro de 2005, ela passou para o tamanho atual. Posso dizer que acompanhei o crescimento da revista e também cresci com ela, pois muitas pessoas entram em contato comigo por ter encontrado meus contatos na Foco, já que a revista registra os trabalhos que faço na cidade”, relata.

    Maria Augusta afirma que decidiu encadernar as edições para preservar a revista completa, sem ter de seccioná-la. “Pensei: como vou organizar a revista? Por artigos que mais gosto? Por setores? Mas, algo dentro de mim dizia para manter a revista inteira. E foi isso que fiz”, diz a cerimonialista, mostrando todas as edições encadernadas e ordenadas cronologicamente.

    Detalhe do acervo organizado pela cerimonialista Maria Augusta
    Detalhe do acervo organizado pela cerimonialista Maria Augusta

    Dizendo-se fã do trabalho da equipe da revista, Maria Augusta revela que, toda vez que chega um novo número em suas mãos, ela fica a pensar no enorme trabalho consumido naquela publicação. “Sei que a Fabíola trabalha diuturnamente para que a revista chegue linda, maravilhosa em nossas mãos, por isso, tenho muito carinho pela Foco”, diz a cerimonialista, casada com Milton Campos de Oliveira, com quem tem três filhos. 

    As matérias de Turismo e de Tendências da Moda e as colunas Momentos e Registrus, por exemplo, são citadas pela colecionadora como as que mais chamam a sua atenção. Entretanto, ela enaltece a qualidade da revista como um todo, as capas bem trabalhadas, o “cast” de articulistas, que abordam assuntos em todos os segmentos, e a diagramação de fotos e matérias. Maria Augusta frisa que a Foco proporciona aos leitores “boa informação e entretenimento, divulgando muito bem a nossa cidade”. Ela conclui citando o historiador alemão Philipp Blom que, em sua obra “Ter e Manter”, afirma: “Quando as mãos seguram a nova aquisição, os olhos vislumbram a próxima peça.”

    Maria Augusta Gonçalves Oliveira orgulha-se da sua coleção: “Tenho desde o primeiro número (maio de 2005), que ainda era em tamanho menor. Em outubro de 2005, ela passou para o tamanho atual.”
    Maria Augusta Gonçalves Oliveira orgulha-se da sua coleção: “Tenho desde o primeiro número (maio de 2005), que ainda era em tamanho menor. Em outubro de 2005, ela passou para o tamanho atual.”

    Pelo Sedex

    Outra que também coleciona a revista é a professora aposentada Marina Célia Stockler Portugal Grangier. Radicada na capital do Rio de Janeiro há 56 anos, esta passense é apaixonada por tudo o que é de Passos. Viúva de Alexandre Grangier, Marina diz que a revista é disputada em sua casa. “Quando a revista chega lá em casa (no Rio de Janeiro), ela passa de mão em mão. Não só eu, mas também minhas três filhas e meus netos querem ver e ler a revista”, conta.

    Marina Célia diz que sua tia Ilza Stockler de Azevedo, de 98 anos, também adora a revista. “Ela quer saber de tudo o que acontece aqui em Passos. Fica admirada com o crescimento da cidade, com as moças maravilhosas que temos aqui, com a moda produzida em nossa terra”, relata Marina, que recebe a revista de sua irmã, Diva Irene Stockler Portugal, moradora do centro da cidade. “Ela envia a revista por Sedex. E nós todos aguardamos com ansiedade a chegada da Foco”, informa a professora, destacando a qualidade da revista. “Tenho todos os números, guardo todas impecavelmente. Não jogo fora, não”, gaba-se.

    Marina Célia Stockler Portugal: “Em minha casa, a revista passa de mão em mão.”
    Marina Célia Stockler Portugal: “Em minha casa, a revista passa de mão em mão.”

    A professora diz que acompanha a vida da sociedade passense pela Foco. Segundo ela, as fotos das lojas – sobretudo das confecções – “são de encher os olhos”. Marina Célia destaca também as reportagens, “que são muito bem escritas”, a qualidade do papel, as novidades da cidade que são divulgadas pela publicação. “Acredito que todos os passenses que moram fora gostem da revista como eu gosto”, finaliza a colecionadora.

    Foco na escola

    Nesses oito anos de existência, a Foco tem marcado presença em todos os segmentos da sociedade. No setor educacional, a revista foi objeto de estudos no projeto “Jornalismo na Sala de Aula”, desenvolvido pela jornalista e professora Arlete Soares Porto, no Colégio Objetivo, durante quatro anos e meio, com turmas do 8º ano (hoje 9º ano). “O objetivo era levar os alunos a quebrarem a separação entre o mundo da escola e o mundo de fora. Então, fazíamos leitura de jornais, discutíamos notícias e títulos. Eis que surge a Foco e foi um encantamento à primeira vista”, relata Arlete.

    Ela diz que esse projeto de educomunicação (comunicação aliada à educação) causou um “auê” em sala de aula. “Começamos a trabalhar o veículo – creio que esta era a primeira revista da cidade para a geração deles –, estudando o que é manchete, notícia, legenda, editorial, enfim, tudo o que compõe um órgão impresso”, explica Arlete, completando: “Não adianta dar aula de redação se não houver um debate amplo nas escolas do que é publicado na mídia.”

    A revista foi objeto de estudo em projeto realizado pela jornalista e professora Arlete Porto.
    Ao orientar os alunos, a professora dizia: “Vamos analisar não só como vocês leem a Foco, mas como a Foco lê a cidade.” E isso mexeu com os alunos, que chegaram a enviar e-mails para a direção da revista com sugestões e até perguntas sobre a publicação. “Adoro a revista, porque trabalha muito com a linguagem do jornalismo literário e creio que meu encantamento inicial acabou contagiando os alunos. Todos levavam as suas revistas, já que seus pais recebiam a publicação em casa”, relata Arlete. Segundo ela, nas aulas era possível ensinar aos alunos a diferença entre os textos narrativo e dissertativo e como transformar um no outro. “Sem dúvida, os alunos ganharam muito em aprendizagem e visão crítica”, avalia Arlete.

    A revista foi objeto de estudo em projeto realizado pela jornalista e professora Arlete Porto.

    A professora levou o mesmo projeto para o Curso de Jornalismo, na Faculdade de Comunicação Social de Passos (Facomp), da Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP). Segundo Arlete, o projeto foi adaptado ao meio acadêmico, sendo desenvolvido nos primeiros anos do Curso de Jornalismo. “Fazíamos leitura, debates, análises de pauta e de texto, além de detalhes mais técnicos, como da linha editorial, leading, titulação e diagramação. Entre os materiais analisados em nossas aulas, queríamos valorizar uma mídia nossa, como é o caso da Foco”, explicou Arlete.

    Matérias interessantes

    Mais recentemente, a professora Sandra Maria Freire começou a trabalhar a revista em suas aulas. Sandra leciona Geografia, História, Sociologia e Filosofia em duas escolas públicas de Passos: E.E. Abraão Lincoln e E.E. São José. “A Foco traz matérias interessantes, abordando urbanização, turismo, saúde, política, economia, enfim, são textos que possibilitam fazer um bom trabalho em sala de aula”, observa a professora.

    Conforme ela, vários temas publicados pela revista se encaixam perfeitamente nas áreas de geografia e sociologia. “Para mim, é muito interessante buscar num veículo, como a revista Foco, textos que trabalham as questões sociais, econômicas, políticas e culturais, porque tudo isso está relacionado à área de Humanas. Por meio do material publicado é possível trabalhar as classes sociais, a economia do nosso município e outros aspectos”, conclui Sandra Freire.

    A professora Sandra Freire trabalha conteúdos usando textos da revista como base para análise.
    A professora Sandra Freire trabalha conteúdos usando textos da revista como base para análise.

    Para a Holanda

    A atual diretora financeira da Symon Rio, Joanny de Lima e Silva Rodrigues Diemel, viveu cerca de 11 anos na cidade de Breda, na Holanda. Nesse período, sua mãe – Raquel de Lima e Silva Rodrigues – jamais deixou de enviar a Foco para a fi lha. “Eu acompanhei desde o surgimento da Foco até o último dia em que estive na Holanda”, relata Joanny, que retornou a Passos há cerca de quatro meses.

    Joanny levava a revista, quando vinha visitar a mãe, ou a recebia quando sua mãe ia visitá-la na Holanda. “Ao pegar a revista, eu lia tudo. Chegava a me emocionar ao ler artigos de conhecidos meus aqui, como o Murilo (Murilo de Pádua Andrade Filho)”, relata a diretora financeira, que foi para a Holanda a serviço de uma multinacional da área de eletroeletrônicos, como engenheira de computação. Lá, acabou se casando com o engenheiro elétrico Guido Diemel, que também está atuando na empresa de sua mãe, em Passos.

    A engenheira de computação diz ter acompanha acompanhado o crescimento da cidade pela revista. Determinadas matérias ou mesmo publicidades e notícias sobre a indústria de sua mãe, Joanny traduzia para o esposo – que agora está treinando o português. “Desde o início, a Foco tem apresentado uma qualidade muito alta para a nossa cidade, com artigos excelentes focando um mercado que até então não havia na cidade e na região”, finaliza Joanny Diemel.

    Na Holanda, onde viveu cerca de 11 anos, a passense Joanny de Lima e Silva Rodrigues Diemel acompanhava a vida da cidade pelas páginas da Foco.
    Na Holanda, onde viveu cerca de 11 anos, a passense Joanny de Lima e Silva Rodrigues Diemel acompanhava a vida da cidade pelas páginas da Foco.

    Presente passense 

    Já o casal Sálvio Lemos de Vasconcelos e Terezinha Silva Vasconcelos se incumbiram de uma tarefa que executam todos os meses. Assim que a revista começa a circular, Terezinha já destina um exemplar para o envio à amiga e comadre Wilma Lucarelli Pádua, que reside em São Paulo. “Quando a Gráfica e Editora São Paulo começou a editar a revista, decidimos enviar à Wilma um exemplar todos os meses. Sabíamos que ia ser um presentão e ela adorou”, relata Sálvio.

    É que Wilma residiu em Passos por quatro ou cinco anos e não perde a oportunidade de vir à cidade visitar os amigos e parentes de seu esposo – Limírio Lemos Pádua –, falecido recentemente. “Ela gosta de tudo o que é de Passos e a revista mostra o que a nossa cidade representa no setor informativo. É um verdadeiro espetáculo, que só encontramos em capitais. Para mim, a Foco é uma das riquezas que possuímos em nossa terra”, enaltece Sálvio.

    Terezinha, por sua vez, diz que a amiga Wilma Lucarelli não se satisfaz apenas em ler as matérias publicadas pela revista. “Ela mal acaba de ler e já me liga para comentar as coisas que acontecem aqui, para falar sobre uma ou outra notícia ou até mesmo comentar alguma propaganda das nossas lojas. Ela fica encantada com a Foco”, observa. Terezinha e Sálvio são unânimes em destacar o entusiasmo dos diretores da revista, “que buscam mostrar o que há de melhor em nossa cidade. E isso é motivo de orgulho para todos nós, passenses”, finalizam.

    José dos Reis Santos

    O casal Sálvio Lemos de Vasconcelos e Terezinha enviam a revista mensalmente para uma amiga, que reside em São Paulo.
    O casal Sálvio Lemos de Vasconcelos e Terezinha enviam a revista mensalmente para uma amiga, que reside em São Paulo.

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