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Saúde

CÂNCER DE VESÍCULA BILIAR - o inimigo oculto

  • Ilustração de tratamento na vesícula biliar.
    Ilustração de tratamento na vesícula biliar.

    A vesícula biliar tem como função principal o armazenamento da bile, produzida no fígado, e por várias causas, tem altas chances de sofrer a formação de cálculos ou “pedras”. 

    Fatores de Risco:

    Ainda não se sabe se pedra é fator de risco ou uma simples coincidência achada na maior parte dos pacientes com câncer da vesícula biliar, mas há relação principalmente com cálculo único, acima de 2 cm de diâmetro. A chance de câncer aumenta com a idade, sendo o maior pico acima de 60 anos.

    Outros fatores que aumentam o risco de se desenvolver o câncer na vesícula são: obesidade; gravidez múltipla; hormônios sexuais; irradiação; exposição a produtos químicos e algumas infecções.

    Dr. Cleuber Barbosa de Oliveira - Médico Cirurgião Oncológico
    Dr. Cleuber Barbosa de Oliveira - Médico Cirurgião Oncológico

     

    Também são fatores de risco alguns tipos de pólipos da vesícula biliar e vesícula em porcelana – esta última é um tipo de inflamação crônica vesicular, na qual ocorre deposição de cálcio na parede deste órgão. O risco de câncer na vesícula em porcelana é de 20%.

    Quanto à localização geográfi ca, existe uma alta incidência de câncer de vesícula na China, Índia, Israel, Chile e Polônia.

    Sintomas:

    A maioria dos pacientes não tem sintomas e descobre o câncer em estágios avançados ou em uma cirurgia realizada devido a outros problemas da vesícula, como cálculos e cólicas. A cólica biliar- semelhante à daqueles pacientes com pedra na vesícula - é o sintoma mais comum deste tipo de câncer. A dor na barriga costuma ser do lado direito, abaixo das costelas, podendo se apresentar em crises acompanhadas por náuseas, vômitos e falta de apetite. Em algumas vezes uma massa (“caroço” ou “bola”) pode ser sentida pelo paciente e confirmada com exames de imagem na fase de diagnóstico.

    Em cerca de 30% dos pacientes pode haver icterícia (olhos amarelados), geralmente indicando um tumor avançado. Alguns pacientes relatam perda de apetite, cansaço e perda de peso.

    Tratamento:

    O tratamento, na maioria das vezes, é cirúrgico, com a remoção da vesícula biliar. Caso haja suspeita de câncer antes da cirurgia, o médico deve solicitar exames laboratoriais e de imagem, e o procedimento deve ser mais radical, envolvendo a retirada da vesícula em conjunto com parte do fígado onde ela está alojada. Se após a remoção da vesícula for constatado de que se trata de um tumor maligno, deve haver outra cirurgia para a remoção de parte do fígado (hepatectomia) e dos linfonodos da região da vesícula. A complementação do tratamento muitas vezes é feita com quimioterapia.

    Por estas e outras razões, o câncer de vesícula biliar requer atenção especial e deve ser conduzido por equipe médica e hospitalar com experiência neste agressivo tumor.

     

    Cleuber Barbosa de Oliveira (CRM - MG 36865 / RQE - 23713) é médico cirurgião oncológico. Formado pela Faculdade de Medicina de
    Marília (Famema), é especialista em Cirurgia Geral pela Famema e pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e cirurgião
    oncológico pelo Hospital de Câncer de Barretos (SP). Atende no CION - Centro Médico Integrado em Oncologia e Cirurgia - Rua José Merchioratto,
    174 - 4º Andar - Tel: (35) 8892-5232 - www.drcleuber.com.br

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