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Janeiro/Março 2020
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Turismo

Os encantos do Leste Europeu

  • Repleto de momentos especiais na Áustria

    Os 16 primeiros dias de agosto de 2012 foram pequenos para tantas experiências vividas e compartilhadas pelos amigos Elci Barreto, Rosângela Leal Cherchiglia, Maria Aparecida Sucena, Ivone Sucena, Bartolomé Sivori, José Armando Maia Righetto e Mara Regina Giannelli Righetto. Foi durante esse período que o grupo de turistas passenses viajou por quatro países do leste europeu: Áustria, Alemanha, República Theca e Hungria, onde viveram e presenciaram momentos únicos, em lugares de rara beleza e paisagens históricas.

    Mara na ÓPERA DE VIENA - Capacidade para 1.500 pessoas. Considerado por muitos como o local que tem a melhor acústica do mundo e José Armando teve o privilégio de cantar Nessun Dorma.
    Mara na ÓPERA DE VIENA - Capacidade para 1.500 pessoas. Considerado por muitos como o local que tem a melhor acústica do mundo e José Armando teve o privilégio de cantar Nessun Dorma.

    A passagem pela Áustria teve um simbolismo especial para o grupo, que durante quatro dias estiveram em diversos lugares e tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre os costumes, a história e a riqueza cultural do país, e a forma como ela é preservada pela população local. 

    “O que muito me chamou a atenção na Áustria é que Viena é uma cidade que tem 50% de áreas verdes. Ficamos hospedados em um hotel que fica dentro de um parque, onde os moradores se reúnem para dançar músicas clássicas e típicas da Áustria. Eles se reúnem à noite e um grupo com violino, órgão e outros instrumentos clássicos acompanha os pares que dançam vestidos a caráter. Eu achei interessante a forma como eles conservam a tradição e os costumes típicos da Áustria” afirma a psicóloga Mara Regina Giannelli Righetto, que ainda na capital austríaca, viveu uma outra experiência marcante quando conheceu um local muito interessante à sua profi ssão: “Eu visitei o museu de Freud, que fica na casa em que ele viveu a maior parte de sua vida, e onde ele construiu a teoria da psicanálise” disse Mara, referindo- -se ao local onde o famoso psicanalista Sigmund Freud passou a maior parte de sua vida, e hoje serve como museu, que é visitado por turistas do mundo inteiro, principalmente por admiradores da obra de Freud.

    Outro ponto turístico que chamou a atenção do grupo foi o museu de Belvedere, onde puderam apreciar a beleza dos quadros do pintor simbolista Gustav Klimt, que foi contemporâneo de Freud, e um fantástico quadro de Claude Monet; visitaram ainda o Palácio de Hofburg, que tem a Escola Espanhola de Equitação, o Palácio de Schönbrunn residência de verão da Imperatriz Sissi e a Ópera de Viena.

    Ópera de Viena

    Considerado por muitos como o local que tem a melhor acústica do mundo, a Ópera de Viena tem capacidade para 1.500 pessoas, e também não ficou de fora do roteiro de visitas do grupo, sendo que a passagem pelo local foi responsável por um dos momentos mais inusitados ocorridos durante a viagem. A guia turística que acompanhava o grupo perguntou se entre os visitantes havia algum cantor de ópera ou alguém que se interessasse em cantar. Após alguns minutos de silêncio sem que alguém se manifestasse e já prontos para mudarem de sala na ópera, José Armando se manifestou, cantando Nessun Dorma.

    “Foi um momento marcante e a acústica do local é fantástica, tanto que é possível ouvir a nossa própria voz dentro da casa de Ópera. Digo que esse dia foi marcante, pois foi o dia em que Passos esteve representada na Ópera de Viena”, brinca José Armando, que lembra ainda que devido à rapidez com que ocorreu a situação, que pegou a todos de surpresa, não foi possível tirar fotos para registrar o momento.

    Os turistas passenses ainda fizeram um passeio pelo rio Danúbio, que é o segundo rio mais longo da Europa, e contemplaram as belezas da região, além de aproveitarem para comer ameixas às margens do rio Danúbio, apanhadas no caminho.

    “Às margens do Danúbio nós conhecemos várias construções medievais, como diversos castelos e uma taverna na cidade Dürnstein datada de 1.430,” ressalta a médica Maria Aparecida Sucena. Também chamou atenção do grupo o respeito e importância que é dada ao uso de bicicletas, visto a quantidade de ciclovias existentes no país.

    Ainda na Áustria os turistas visitaram a Abadia de Melk, onde estiveram na biblioteca que serviu de inspiração para que Humberto Eco escrevesse o livro “O Nome da Rosa”, que também foi adaptado para o cinema.

    Roteiro ainda incluiu outros três países do leste europeu

    No complemento da viagem, que ainda incluía outros três países do leste europeu, os turistas passaram por Berlim, Potsdam e Dresden na Alemanha, Praga na República Tcheca e Budapeste na Hungria. Em Berlim o grupo visitou o Sony Center, o que restou do Muro de Berlim, o monumento que foi erguido em homenagem às vítimas do Holocausto, o palácio de Sans Souci em Potsdam, a coleção de porcelana japonesa em Dresden trazida pelas naus portuguesas na época de D. João VI, etc.

    “Foi em Potsdam, no ano de 1945, que aconteceu uma conferência para defi nir como ficaria a divisão da Alemanha depois da segunda guerra mundial, sendo que a parte capitalista ficou sob o domínio de França, Estados Unidos e Reino Unido”, como frisa o sempre bem informado José Armando.

    Na passagem pela República Theca, os turistas ficaram encantados com a beleza da capital Praga, onde passaram por uma praça e rua que levam o nome do escritor Franz Kafka, visitaram suntuosos palácios e, entre tantos lugares maravilhosos, puderam admirar o relógio astronômico. Por fim em Budapeste, na Hungria, fizeram novamente um passeio pelo rio Danúbio, só que dessa vez à noite, e visitaram também o parlamento Húngaro, a Ópera de Budapeste, que segundo José Armando foi financiada em 1/3 de seus custos pelo Imperador austríaco Francisco José com a condição que ela não fosse maior do que a de Viena. “Realmente é menor, somente 1200 lugares, mas no luxo superou Viena, tanto é que o Imperador só compareceu na estreia e nunca mais lá retornou, mas esta serviu para as visitas da Imperatriz Sissi e seu séquito”.

    “O resultado final desta viagem é que tivemos a oportunidade de rever fatos históricos, inclusive relacionados com a história do Brasil em que a esposa de D. Pedro I, Maria Leopoldina, era fi lha da Imperatriz da Áustria Maria Teresa”, finaliza.

    Renato Rodrigues Delfraro

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