Última Edição
Janeiro/Março 2020
Janeiro/Março 2020

Saúde

Como diferenciar se o nódulo da tireóide é maligno ou benigno

  • Exames podem alertar para a presença de um tipo de câncer com as mais elevadas taxas de sobrevida.

    .

     

    tireóide é uma glândula que fica na frente do pescoço. Ela tem duas partes principais, que lembram as asas de uma borboleta. Estas duas partes, localizadas ao lado da traqueia, são unidas pelo istmo, uma delgada faixa de tecido. A tireóide produz os hormônios que na sua composição contém iodo, a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Estes dois hormônios controlam a velocidade do metabolismo e funcionamento do organismo, com repercussão no desenvolvimento do corpo e da atividade do sistema nervoso. Um taxa elevada de hormônios torna a pessoa hiperativa, nervosa, com fome e faz com que perca peso. Baixos níveis hormonais fazem com que a pessoa fique mais lenta, se sinta cansada e ganhe peso.

     

    Sobrevida

    Os nódulos tireoidianos são muito comuns, mas felizmente de 90% a 95% deles são benignos. Como a glândula tireóide é formada por tipos diferentes de células, estas podem se transformar em tumores malignos. O câncer da tireóide é um dos tipos com evolução mais branda, ou seja, não é potencialmente letal. Se diagnosticado precocemente, a taxa de sobrevida é de até 97% em cinco anos após o diagnóstico. A incidência do câncer de tireóide vem crescendo, mas não há ainda uma explicação exata para os motivos. Hoje, o câncer de tireóide é o quinto tipo de câncer mais comum em mulheres.

     

    Sintomas

    O nódulo tireoidiano e também o câncer de tireóide podem causar sintomas, entre eles:

    - Nódulo no pescoço, que às vezes cresce depressa; 

    - Dor na parte da frente do pescoço, que às vezes irradia para os ouvidos; 

    - Rouquidão ou mudança no timbre de voz que não desaparece com o tempo; 

    - Dificuldade para engolir; 

    - Dificuldade para respirar (com a sensação de que se está respirando por um canudinho); 

    - Tosse que não para, mesmo com a ausência de gripe.

    Cleuber Barbosa de Oliveira Médico Cirurgião Oncológico
    Cleuber Barbosa de Oliveira Médico Cirurgião Oncológico

     

    Muitas vezes a glândula tireóide apresenta vários nódulos tireoidianos, que podem aumentar muito de volume, causando o chamado bócio, também conhecido como “papo”. Esta doença era muito comum em algumas regiões onde se usava sal de gado, que não contém iodo, para uso na alimentação humana. Além da deformidade estética, pois esse “papo” pode apresentar grandes volumes, a indicação cirúrgica muitas vezes é feita para se evitar consequências mais graves no futuro.

     

    Fatores de risco e diagnóstico

    Em relação ao câncer de tireóide, alguns fatores de risco são bem conhecidos, como exposição a radiação, principalmente nas crianças, fatores hereditários e familiares, idade e sexo, sendo mais comum em mulheres e na faixa de 30 a 50 anos.

     

    O diagnóstico é feito pelo exame do médico, somado a um método de imagem, como ultrassom. Por meio da punção por agulha fina, aspira-se material para exame, o que serve de orientação do tratamento. Na maioria das vezes, o tratamento é cirúrgico, complementado com iodoterapia. No caso do nódulo tireoidiano, o diagnóstico muitas vezes é feito em exames de rotina, como a palpação.  

     

    Cleuber Barbosa de Oliveira (CRM- MG 36865) é médico cirurgião oncológico. Formado pela Faculdade de Medicina de Marília (Famema), é especialista em Cirurgia Geral pela Famema e pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e cirurgião oncológico pelo Hospital de Câncer de Barretos (SP). Atende na Rua Santa Casa, 145 – sala 205 – tel. (035) 3522 0879

     

     

    © 2019 Foco Magazine. Todos os direitos resevados.