Última Edição
Nov/Dez 2019
 Nov/Dez 2019

Especial

O desafio de ser o próximo vice-prefeito

  • Juliana Moura, Marcelo Vasconcelos, Murilo Andrade e Taquinho revelam como pretendem participar da administração municipal caso vençam as eleições para vice-prefeito

     

    Juliana Moura, Marcelo Vasconcelos, Murilo Andrade e Taquinho revelam como pretendem participar da administração municipal caso vençam as eleições para vice-prefeito

     

    Em 7 de outubro, os eleitores conhecerão os homens que irão governar o Município a partir de 1º de janeiro de 2013. O prefeito tem atribuições bem conhecidas, e o vice-prefeito?

    Na edição de agosto, a Foco entrevistou os quatro candidatos a prefeito – Ataíde Vilela (coligação Unidos por Passos*), Auro Maia (PT), Cóssimo Baltazar de Freitas (PMDB) e Renatinho Ourives (coligação Passos pra Frente**). Nesta edição, os eleitores vão conhecer o pensamento dos candidatos a vice-prefeito.

           A candidata a vice-prefeita pelo PT é Juliana Cristina de Moura Assis, 41 anos, a Juliana Moura. Ela é casada com Donizete Batista de Assis, mãe de Maria Clara, Maria Luiza, Maria Ester e Maria Elizabete, formada em serviço social, com especialização em gestão pública, foi assistente social na Secretaria de Assistência Social de Passos e atualmente administra sua loja de confecções infantis.

    Vice-prefeito na chapa de Renatinho Ourives, Marcelo Oliveira Vasconcelos tem 47 anos, é casado com Angélica Vasconcelos e tem três filhos: Gustavo, Henrique e Thiago. Trabalha como advogado, foi diretor da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, controlador geral do Município na gestão de Ataíde Vilela e assessor jurídico e legislativo da Câmara Municipal de Passos, na atual Legislatura.

    Murilo de Pádua Andrade Filho, vice de Cóssimo, tem37 anos, é casado com Patrícia Correa de Pádua Andrade e pai de Miguel, um garoto de um ano e dez meses. Formado em arquitetura e urbanismo, Murilo tem também licenciatura plena em geografia, pós-graduação em engenharia de segurança do trabalho e está cursando pós-graduação em higiene ocupacional em Belo Horizonte. Trabalha como professor de geografia e também exerce a atividade de engenheiro de segurança do trabalho. Nunca ocupou cargo político.

    José Eustáquio do Nascimento, o Taquinho, 57 anos, é candidato a vice de Ataíde Vilela. Taquinho é casado com Izildinha de Fátima Glockshuber do Nascimento, pai de Walysson, Liziane e Bruna, e fez até o 2º colegial. É produtor rural há 32 anos e presidente da Crediacip há 10 anos. Foi dirigente partidário, vereador e presidente da Câmara Municipal de Passos.

    A seguir, os quatro candidatos a vice-prefeito respondem as perguntas que podem ajudar o eleitor a conhecê-los melhor.

    O cargo de vice, principalmente na administração municipal, é quase que figurativo, o senhor a pretende adotar uma postura mais participativa, caso sua chapa seja eleita? Como?

    Juliana Moura- O cargo de vice-prefeita é de um agente público, que recebe seu salário e deve exercer suas atividades juntamente com o prefeito, acompanhando todas as demandas da população. É inconcebível receber uma remuneração e ficar em casa, principalmente quando nossa cidade tem tantos problemas a serem resolvidos. Vou colocar minha experiência profissional e toda a minha vontade de trabalhar a serviço da comunidade.

    Marcelo Vasconcelos- Sim, pretendo trabalhar e auxiliar o Renatinho no que for preciso.

    Murilo Andrade -Indiscutivelmente, sim. Se eu aceitei a responsabilidade de compor uma chapa com reais possibilidades de vitória, eu estou pronto a assumir todos os compromissos que me forem atribuídos. Pretendo ser o representante do prefeito na comunidade, participando de reuniões de associações, sindicatos e outros grupos de pessoas. Gostaria de atuar estreitando as relações entre as diversas secretarias e setores da administração, tanto entre si quanto com o Gabinete. O Cóssimo e eu temos trabalhado em perfeita harmonia em nossa caminhada, dividindo tarefas e trocando informações de forma constante. Em função disso, temos encontrado tempo em nossa campanha para nos dedicarmos ativamente às redes sociais (Facebook e Twitter), trocando idéias com os eleitores passenses, descrevendo nossas propostas e, principalmente, ouvindo sugestões. A internet é um canal tão direto com a população (ainda que, infelizmente, restrito) que não pode ser desprezado. Pretendo manter aberto este canal de comunicação, se eleito.

    Taquinho- Tenho com Ataíde um trato. Não era uma coisa que achava necessária, mas a coisa tem um caráter tão sério que o próprio Ataíde sugeriu a elaboração de uma ata, na qual consta que serei responsável, uma vez eleito, pela Secretaria de Governo, que será criada exatamente com a função de supervisionar todas as ações executivas da Prefeitura. Então, vou trabalhar em diversas áreas, contribuindo de verdade com a administração municipal. Não tenho temperamento de ficar parado. O Ataíde já me disse que precisa de mim e eu estou à disposição para ajudar.

    Quando seu nome foi escolhido para compor a chapa majoritária houve algum compromisso para que o vice-prefeito tivesse uma função durante o mandato, além do simples papel de representar o prefeito em certas eventualidades?

    Juliana Moura– A escolha para um cargo eletivo é acompanhado do compromisso de servir a comunidade. Portanto, a escolha do vice pelo PT foi por mim aceita com a certeza de que vou participar ativamente da administração, sendo o meu cargo exercido com total dedicação e muito trabalho. Vou acompanhar o trabalho de nossa equipe de governo em sintonia com o prefeito.

    Marcelo Vasconcelos- Se fosse necessário compromisso prévio para acerto de função durante o mandado, por certo que a aliança não teria sido feita com o PTB. Se prefeito e vice-prefeito são eleitos juntos, é absolutamente certo que continuarão ou devem continuar juntos durante o mandato, porém, sem ajustes prévios assegurando cargos e posições que ferem a dignidade e os bons propósitos da aliança.

    Murilo Andrade- Conversei com o Cóssimo após minha indicação. Não falamos sobre qualquer cargo específico, mas ele fez questão de deixar claro que eu serei um vice bastante atuante, que veio ao encontro de minha vontade ao aceitar a indicação. Quem conhece o Cóssimo, sabe que ele “arregaça as mangas”, trabalha muito e coloca todos para fazer o mesmo. Ninguém faz nada bem feito de forma “eventual” e, se eu aceitei, quero fazer bem feito.

    Taquinho- A resposta está na pergunta anterior. Combinei com o Ataíde que vou trabalhar. Vou ser parceiro e com muita vontade de trabalhar.

    Taquinho, durante alguns meses, seu partido, o PP, trabalhou com seu nome como possível candidato a prefeito, mas no período das convenções acabou firmando aliança com o PSDB de Ataíde Vilela, o que o estimula a continuar na disputa, mas no papel de candidato a vice-prefeito?

    Taquinho- Percebi que a cidade ansiava mudar de rumo, ter apoios importantes em nível de estado, como é o caso do senador Aécio Neves (PSDB), que já declarou no programa eleitoral seu apoio a nossa candidatura, do governador Antonio Anastasia (PSDB) e do vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP). Repetimos aqui em Passos o 45 do governador Anastasia e o 11 do vice. Agora com Aécio fechamos os apoios importantes para que Passos possa ter acesso a verbas e projetos. E ainda contamos com o deputado Nárcio Rodrigues (PSDB)- que vai ter papel de destaque na estadualização da Fesp, do Tuta, que será deputado estadual e do Renato Andrade (PP), que assumirá a cadeira de deputado federal. Não tenho vaidade pelo poder, daí abrir mão de ser candidato a prefeito e acompanhar o Ataíde na condição de vice. A cidade ganha com isso.

    Murilo, na convenção, o PMDB havia escolhido o prefeito José Hernani Silveira como candidato à reeleição, depois mudou de ideia e lançou o Cóssimo Baltazar de Freitas junto com seu nome. Como o senhor se vê como uma segunda opção do partido?

    Murilo Andrade- Desde o início, a proposta do PMDB ao indicar meu nome como candidato a vice-prefeito foi agregar experiência e juventude. A ideia de lançar-me candidato a vice-prefeito vem sendo amadurecida há algum tempo pela Executiva do partido. Não impus quaisquer condições ao PMDB e nem ao Cóssimo para aceitá-la. Tenho plena consciência das conversações ocorridas sobre a formação de coligações para estas eleições e fui favorável a elas, aguardando pacientemente seu desenrolar. Não escolhi este caminho por vaidade pessoal, mas por puro idealismo, já que acredito que a política tem o poder de transformar uma sociedade e vive-versa.Eu fui um dos “caras-pintadas” que foram às ruas exigir o impeachment do Collor e jamais me conformei com a apatia que se abateu sobre a juventude desde então. Sou jovem, de boa formação acadêmica, tenho ideias e ideais que acredito que podem trazer bons frutos para nosso município, mas não sou, de forma alguma, o único filiado ao PMDB que apresenta tais características. Assim, não me vejo (e a recíproca é verdadeira) como “segunda opção” do partido, mas como primeira opção de renovação. Espero mostrar aos jovens que é possível, que podemos fazer e, acima de tudo, que podemos transformar o jeito de fazer política em Passos. Não há nenhum problema em não se interessar por política, exceto o de ser sempre governado por quem se interessa.

    Juliana, a senhora trabalhou com seu candidato a prefeito na Secretaria Municipal de Assistência Social, enquanto ocupava o cargo a senhora já cogitava em participar das eleições e pensava em compor a chapa com o Auro Maia?

    Juliana Moura- Não. Trabalhei com Auro Maia três anos, encontramos uma Secretaria de Assistência Social desestruturada, sem políticas públicas dirigidas às famílias em vulnerabilidade social. Auro Maia e eu conseguimos implantar em parceria com o governo estadual e principalmente com o governo federal bons serviços para a cidade como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), estruturar e equipar o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Casa Lar e Famílias Acolhedoras dentre outros. A candidatura veio pela escolha do partido e se deu pelo reconhecimento do nosso trabalho que continuaremos a realizar em todos os setores da administração pública.

    Dr. Marcelo, seu partido, o PTB, nos últimos anos, esteve ligado ao grupo político de Ataíde Vilela, o que causou surpresa quando o senhor participou da convenção do PSD e compôs a chapa com Renatinho Ourives. O que o levou a essa decisão e como o senhor administrou ou vem administrando essa mudança de posicionamento que surpreendeu seus antigos aliados?

    Marcelo Vasconcelos - Em primeiro lugar, não existe mudança de posicionamento, até porque, se assim não fosse, não existiria democracia. Nas disputas políticas, como bem se sabe, as alianças são formadas por ocasião das eleições, sem vinculação obrigatória com o passado de cada partido, a não ser que existam compromissos que não possam ser rompidos, fora do contexto político. No caso do candidato Renatinho Ouvires, cuja chapa eu componho na condição de vice, o que houve, isto sim, foi a opção do PTB pelo candidato Renatinho, que está oferecendo o melhor programa administrativo para Passos e para os passenses.

    Para o senhor(a), os principais problemas da cidade estão em que área e como podem ser resolvidos? Como vice-prefeito, de que forma o senhor(a) irá contribuir para as possíveis soluções?

    Juliana Moura- A população clama por serviços de saúde eficientes, por segurança, emprego, moradia, lazer. Podemos resolver estas questões, primeiramente com muita vontade política e trabalho. Estes problemas são consequências da falta de uma ação efetiva do poder público. Nossa cidade vem crescendo sem planejamento, não se realizam ações em conjunto para o enfrentamento destas questões. Faremos, juntamente com o prefeito e nossa equipe, a integração das secretarias, para que cada cidadão seja atendido em todas as suas necessidades. Na maioria das vezes uma doença traz várias demandas, como falta de moradia adequada, alimentação, renda etc, exigindo que todos os serviços atendam a pessoa em sua integridade.  Trabalharemos na elaboração de projetos e no acompanhamento de sua execução. O sistema de convênios do governo federal possibilita que o município seja contemplado com recursos financeiros e possa implantar programas de interesse da população.

    Marcelo Vasconcelos- O principal problema de Passos, de Minas, do Brasil e, de resto, dos países mais desenvolvidos do mundo, é hoje o desemprego. Entendo que, se houver uma geração satisfatória de empregos, os problemas sociais serão resolvidos com maior facilidade, ou seja, saúde, educação, segurança e encaminhamento da juventude poderão ter soluções que a população espera, repito, desde que não falte emprego. Além dessas questões, destaco também a situação de dificuldade em que vive a nossa zona rural, cujas estradas municipais sequer recebem conservação, mínima que seja. Como vice prefeito, se a nossa chapa for vitoriosa, atuarei naquilo que for chamado a participar, com a mesma disposição com que estou participando da campanha, que não é pessoal, mas em favor de nossa cidade.

    Murilo Andrade- Sob meu ponto de vista, o maior problema da cidade é a forma de gestão. A cidade é um organismo vivo, em constante desenvolvimento e com necessidades e problemas que se transformam de tempos em tempos. Observe que o tema “segurança pública” não era dos principais nas eleições municipais em 2008. Nosso modo de gestão deve seguir a lógica do “prever e providenciar”. Ao longo dos anos, temos lutado para sanar problemas que surgem e nos esquecemos de nos prepararmos para os desafios futuros, esperando que eles se apresentem para que busquemos soluções.A título de ilustração do raciocínio, observe que, como pais, não esperamos que um problema comece a afligir nossos filhos. Nós adotamos uma postura proativa: compramos calçados quando percebemos que os antigos estão ficando pequenos (sabemos que um dia ficarão sem ter o que calçar), fazemos questão que frequentem a escola (sabemos que a ausência de estudo trará problemas profissionais), conversamos com os filhos pré-adolescentes sobre puberdade e sexualidade (sabemos que o período é confuso), os matriculamos em cursos de inglês (sabemos o quanto um segundo idioma é importante no mundo atual). Os desafios enfrentados por nossos filhos enquanto crianças, adolescentes ou adultos se transformam, da mesma forma que os problemas de uma cidade com 50 mil, 100 mil ou 200 mil habitantes.Como vice-prefeito, pretendo contribuir para uma visão mais holística da gestão municipal, queequivale a se ter uma "imagem única", analítica de todos os elementos da cidade. Entretanto, uma grande parte dos gestores municipais atingiu seu posto vindo de uma área específica, trazendo assim uma visão distorcida do todo. É comum encontrar gestores empolgados com a construção de grandes obras, outros achando que a solução está somente no apoio obtido nas esferas superiores do poder Legislativo ou Executivo, outros que consideram que a simples criação de um Plano Diretor eliminaria todos os problemas urbanos etc... Com uma visão holística é mais seguro tomar decisões relativas a uma das visões específicas, pois a influência desta decisão sobre as outras visões da administração pública é observada a priori. Se esta visão holística for então formalizada, pode-se discutir problemas específicos sem se perder a abrangência, nivelando-se o conhecimento entre os participantes da discussão.

    Taquinho- Os problemas principais de Passos estão em duas áreas: saúde e segurança. Na saúde, defendemos a implantação de um hospital público na UPA, três pronto- atendimentos, mais médicos, funcionamento dos ambulatórios e PSFs até as 21h e o fim da fila da cirurgia eletiva em 90 dias. Mas a nossa preocupação também está em ampliar os PSFs para cobertura de 100% da cidade e até a zona rural. Passos precisa de 25 (PSFs). Vamos atrás disso e tenho certeza que conseguiremos. Na segurança vai ser criada a Secretaria de Segurança Pública, a Guarda Municipal, instalação e câmeras de monitoramentos, nova iluminação e limpeza de terrenos, além de uma ação interativa com a comunidade e implantação de programas sociais.

    Se sua chapa vencer as eleições, o senhor (a) terá um gabinete na prefeitura e irá cumprir uma rotina diária de trabalho junto com o prefeito e sua equipe?

    Juliana Moura- Vou realizar com dedicação exclusiva minhas atividades, acompanhando e auxiliando o prefeito e toda a nossa equipe de trabalho.Vamos realizar reuniões nos bairros para conversar com a população sobre os serviços que estão sendo realizados  e  sobre as demandas, sobre a aplicação dos recursos financeiros arrecadados, colaborando para a implantação de uma gestão participativa, que faz parte do modo petista de governar. Juntos, Auro Maia e eu, teremos o Gabinete Itinerante, atendendo a população nos bairros, levando a prefeitura até a população.

    Marcelo Vasconcelos- Para trabalhar, não é necessário ter gabinete. Sendo assim, com ou sem função definida no Governo do Renatinho, estarei sempre presente para colaborar na solução dos problemas de nossa cidade, repito, com ou sem função definida.

    Murilo Andrade- Sem a menor sombra de dúvida. Precisamos abandonar esta mentalidade de que o vice-prefeito só serve para substituir o prefeito em determinadas ocasiões. O vice-prefeito não deve e não pode ficar em casa esperando que estas ocasiões se apresentem. Tenho consciência de que a responsabilidade do prefeito é muito maior, já que toda responsabilidade recai, obrigatoriamente, sobre ele, mas não pretendo ficar à margem da administração. O Cóssimo já afirmou e reafirmou que ele quer e precisa da minha ajuda, no que será prontamente atendido. O “vice” - seja prefeito, governador ou presidente - não pode ser um mero nome que permita coligações partidárias ou mais fontes de financiamento de campanha eleitoral, mas um cidadão verdadeiramente comprometido com a administração da coisa pública. Tenho certeza que todos conhecem o caso da eleição de Tancredo Neves e Fernando Collor para a Presidência da República. Por razões distintas, fomos governados por seus vices (José Sarney e Itamar Franco, respectivamente). Se foi bom ou mal para o Brasil, isso não está em discussão agora, mas o fato é que foram eleitos como “meros” vice-presidentes, mas acabaram exercendo efetivamente o poder.

    Taquinho- Já disse que tenho compromisso de trabalhar pela cidade e eu e o Ataíde temos projeto político, que envolve algo maior, que é levar Aécio à Presidência do Brasil. Não se trata aqui de uma aliança de ocasião. Vamos cumprir, juntos, quatro anos de mandato e colocar nossos nomes à disposição para mais quatro. E durante o nosso mandato colocar Passos nos trilhos do progresso e desenvolvimento.

    * Coligação Unidos por Passos (PSDB, PP, PRB, PSL, PR, DEM e PHS).

    ** Coligação Passos pra Frente (PSD, PTB, PSC, PPS, PTC, PSB, PV, PCdoB e PTdoB).

     

     

    Enio Modesto

     

     

     

     

    Juliana Moura
    Marcelo Vasconcelos
    Murilo Andrade
    Taquinho

    © 2019 Foco Magazine. Todos os direitos resevados.