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Especial

Os problemas e soluções de Passos, segundo os candidatos a prefeito.

  • ELEIÇÕES 2012 - ENTREVISTA AOS CANDIDATOS A PREFEITO

     

     

     

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    Os problemas e soluções de Passos, segundo os candidatos a prefeito

     

    Ataíde Vilela, Auro Maia, Cóssimo e Renatinho Ourives falam a Foco sobre os problemas e seus planos para a cidade, caso um deles seja eleito para comandar o Município a partir do ano que vem

     

                Em 7 de outubro, os eleitores de Passos irão às urnas para escolher os próximos prefeito, vice-prefeito e 11 vereadores, para o período de 2013 a 2016.  Para prefeito, estão na disputa eleitoral os ex-prefeitos Ataíde Vilela (PSDB) e Cóssimo Baltazar de Freitas (PMDB) e os ex-vereadores Auro Maia Soares (PT) e Carlos Renato Lima Reis, o Renatinho Ourives (PSD). Os dois últimos ocuparam cargos de secretários na atual administração do prefeito José Hernani Silveira, respectivamente as secretarias de Assistência Social e de Indústria, Comércio e Turismo.

    Ataíde tem como vice-prefeito em sua chapa o empresário José Eustáquio do Nascimento, o Taquinho (PP), presidente do Sicoob Crediacip. A assistente social e ex-companheira de Auro na secretaria, Juliana Moura, é a vice pelo PT. O professor Murilo de Pádua Andrade Filho (PMDB) é o vice de Cóssimo, assim como o advogado, ex-controlador geral da gestão de Ataíde (2005-2008) e presidente do PTB, Marcelo Oliveira Vasconcelos, forma chapa com Renatinho.

    O PT e o PMDB não fizeram coligações para estas eleições e, portanto, estão sozinhos no pleito. O PSDB fez alianças com o PP, PRB, PSL, PR, DEM e PHS, formando a coligação Unidos por Passos. O PSD se uniu ao PTB, PSC, PPS, PTC, PSB, PV, PCdoB e PTdoB, constituindo a coligação Passos pra Frente.

                Ataíde, 60 anos de idade, é casado com Vanda Mattar e tem duas filhas, Jéssica e Giovanna. É engenheiro civil, pós-graduado em engenharia de segurança do trabalho, foi prefeito de Passos na gestão de 2005 a 2008 e assessor do Diretor Geral do DER-MG (Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais) de 2010 a 2012.

    Auro tem 50 anos, é casado com Susana Duarte Maia, tem três filhas, Giselle, Karla e Flávia. É graduado em letras e enfermagem e é professor. Foi vereador nos mandatos de 1997-2000 e 2001-2004, assessor parlamentar do deputado federal Odair Cunha (PT-MG) de 2005 a 2008 e secretário municipal de Assistência Social entre 2009 e 2012.

                Cóssimo, 69 anos, é casado com Maria Luíza Melo Freitas e tem dois filhos, Cóssimo Filho e Samuel. Formado em letras é professor na Fesp e produtor rural. Foi prefeito de 1983 a 1988 e deputado estadual (1991-1995). É o atual vice-prefeito.

    Renatinho Ourives tem 44 anos e é casado com Carla Silveira, pais de Giovanna, Felipe e Thiago. Possui curso superior incompleto e trabalha como comerciante. Foi vereador nos anos de 2005 a 2008, pelo DEM.

    Para mostrar as ideias e os planos dos candidatos a prefeito para a cidade de Passos, a Foco entrevistou cada um deles por e-mail. Algumas respostas foram editadas por serem bastante extensas, mas o teor delas foi mantido, respeitando o raciocínio do candidato. As respostas foram inseridas seguindo a ordem alfabética dos nomes que irão aparecer nas urnas. As entrevistas e respostas na íntegra estão no site da Foco (www.focomagazine.com.br).

    Por que o senhor se candidatou a prefeito?

    Auro - A experiência de participar do Poder Executivo através da Secretaria de Assistência Social foi decisiva, pois conseguimos realizar mudanças significativas que contribuíram para a transformação da vida de milhares de pessoas, mesmo tendo trabalhado como pouco mais de  1% (um por cento) do orçamento municipal. Implantar os seis Cras (Centros de Referência de Assistência Social), o Creas (Centro de Referência de Assistência Social), Casa Lar, Programa Família Acolhedoras, o Serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, as oficinas de capoeira, judô, karatê, dança, circo, teatro, informática, dar inicio às políticas de economia solidaria, segurança alimentar e tantas outras ações, tendo tão poucos recursos financeiros em mãos, foi um grande despertar para a realidade.  Contribuir de maneira tão incisiva para a implantação de uma escola técnica federal em Passos como é o IFsuldeminas, aprovar projetos importantes como o do Restaurante Popular, conseguir recursos para a Reforma do Mercado foram ações que despertam em nós o desejo de trabalhar muito mais por Passos e realizar outros projetos, nas mais diversas áreas, como a agricultura familiar, cultura, esportes, saúde, educação, que ainda não chegaram a Passos. Nos últimos anos, visitamos diversas cidades da região, como Alfenas, Formiga, Pouso Alegre e Varginha, que estão sendo referências em saúde, agricultura, educação e geração de emprego e renda e vamos aproveitar essas experiências adaptando a nossa realidade em prol do nosso povo. Temos participado de muitos cursos e encontros sobre projetos do Governo Federal para os municípios e constatamos que Passos precisa de mudança e pode alcançar um desenvolvimento social e econômico muito maior.  Nós, Auro Maia e Juliana Moura, por nossa  história de dedicação e competência, vamos trabalhar muito por nossa cidade.

    Renatinho - Tenho a política no sangue. Meu pai já atuou como vice-prefeito por duas vezes e me ensinou quanto podemos ajudar o nosso povo com uma administração séria. Consegui fazer muito pela cidade de Passos como vereador, mas tenho a consciência de que posso fazer mais. Pela vontade de ver uma Passos desenvolvida, me candidatei a prefeito.

    O senhor já foi prefeito, porque acha que deve voltar a administrar o Município.

    Ataíde - Sei que realizei muitas obras, mas tenho consciência de que não fiz tudo o que imaginei concretizar para minha cidade. É justamente por isso que sou candidato a prefeito de Passos.

    Cóssimo - Fui convocado para ser candidato a prefeito pelo PMDB, atendendo aos anseios da população por mudança. Sinto-me em condições para essa missão, pela experiência que acumulei na minha vida pública. No atual momento político, o eleitor está valorizando muito o passado limpo do político, seu comportamento ético, a transparência de seus atos. Isso, graças a Deus, tenho a apresentar, ao lado de muitas obras e benefícios, como Prefeito e  Deputado Estadual.

    Em quê o senhor pode contribuir para o desenvolvimento da cidade?

    Ataíde -  Realizando a modernização da máquina administrativa, adotando medidas como: a extinção da Sictur e a criação da SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) que terá como missão prospectar empresas para se instalarem em nossa cidade e com isso, aumentar a geração de empregos e melhorar a arrecadação de impostos.

    Auro- O prefeito tem a função de cuidar da cidade e de sua população priorizando o desenvolvimento econômico e social. Como prefeito, junto com a vice, Juliana Moura, já decidimos: serão quatro anos de dedicação exclusiva à prefeitura de Passos.  Formaremos, com nosso Secretariado e todos servidores municipais,  uma grande equipe de trabalho. Nossa ferramenta principal será o Planejamento Estratégico, com metas e prazos a serem cumpridos e acompanhamento permanente. Não seremos prefeito e vice pra ficar fechados em Gabinete, estaremos acompanhando de perto todos os serviços e obras. Através do exemplo de trabalho, seremos motivadores e realizaremos um governo republicano onde vai prevalecer o diálogo com os governos federal e estadual, onde há muitos recursos financeiros esperando e  faltam projetos bem elaborados.  Vamos suprir essa lacuna e apresentar bons projetos que vão mudar a realidade de Passos.

    Cóssimo - A nossa candidatura dá segurança ao eleitor de que projetos grandiosos em implantação não serão interrompidos. Passos já sofreu muito com interrupções de projetos. Cito, por exemplo, a construção da Nova Estação de Tratamento de Água, iniciada pelo José Hernani em 2004 e que poderia ter ficado pronta em 2006. Outra coisa importante é o canal aberto que o PMDB tem com Brasília, pois fazemos parte do Governo Federal. Em Brasília está a fonte de recursos disponíveis hoje, pois o Estado de Minas tem-se declarado incapaz de atender à maioria dos pedidos, por falta de recursos, infelizmente.  Sozinho, o governo municipal fica restrito. A capacidade de fazer parcerias, inclusive com os setores produtivos da cidade, tem que fazer parte do plano de um administrador público.

    Renatinho - Meu trabalho como prefeito será focado no bem coletivo, em solucionar problemas hoje existentes no município e, principalmente, trazer investimentos para que o município se desenvolva e ofereça melhores condições para que os cidadãos tenham uma cidade melhor a cada dia. Sendo prefeito, trabalharei como um gerente, cobrando resultados de toda a equipe que a prefeitura tem, para que os resultados apareçam em forma de serviços de qualidade para o cidadão. Vou cobrar resultados efetivos da minha equipe.

     

    Quais as áreas mais problemáticas da cidade, na sua opinião, e o que deveria ser feito para que elas funcionem bem ou atendam os anseios da população?

    Ataíde - Acredito que temos que resolver de vez o atendimento para a população na área da saúde e solucionar a questão da segurança pública, que hoje aterroriza toda a população de Passos. Buscando medidas junto ao Governo do Estado para que o policiamento funcione de forma efetiva na cidade.

    Auro - Durante a pré-campanha, realizamos o Programa de Governo Participativo ouvindo a população nos bairros que apontou como maiores problemas: saúde e segurança pública. Portanto, são áreas prioritárias para a próxima administração, que deverá investir em ações intersetoriais – que incluem saúde, segurança, educação, habitação, limpeza urbana, iluminação pública etc –  a médio e longo prazo e em ações imediatas.

    Na saúde, iremos investir na humanização dos serviços, capacitação e valorização dos recursos humanos. As unidades de saúde precisam ser acolhedores, bem equipadas, oferecendo condições adequadas de trabalho e atendimento. Vamos trabalhar para que cada Unidade Básica de Saúde tenha atendimento médico garantido e suficiente para a população, na localidade em que reside, na hora que precisa.  O atendimento preventivo da ESF (Estratégia Saúde da Família), antigo PSF, das Unidades Básicas de Saúde, deve atender a população, para que a UPA cumpra sua função de atender urgências e emergências.

    Passos não pode mais conviver com tantos usuários do crack sem nenhuma medida preventiva ou de tratamento. Vamos ampliar os convênios com as comunidades terapêuticas, como a “Sagrada Família” para que os dependentes químicos possam ser tratados e reintegrados à suas famílias e a sociedade. Vamos buscar oportunidades de emprego para que as pessoas possam se ocupar com o trabalho. 

    Na Segurança Pública vamos criar a Guarda Municipal, implantar o sistema de monitoramento através de câmeras eletrônicas em pontos estratégicos, melhorar a iluminação pública, ampliar os programas sociais que retiram as crianças e adolescentes das ruas, como as oficinas de arte e cultura dos Cras. Já assinamos o Pacto pela Juventude que vai criar políticas publicas para a juventude em Passos buscando promover oportunidades para os jovens através da cultura, esportes, lazer e educação. A educação também será prioridade, com a criação das escolas de tempo integral, a implantação de cursos profissionalizantes em parceria com o Senai e Senac, além do IFsuldeminas.

    Cóssimo - Tenho visto muita gente apontar o dedo em direção à UPA, quando se fala em problema. Mas, nessa área a questão não está lá. O Ministério da Saúde impede implantação de novas UPAs em Passos. Mais um pronto socorro pelo SUS, impossível, porque a população deveria ser superior a 300 mil habitantes. Mas temos dados a respeito do uso da UPA, que mostram que sete em cada dez usuários poderiam ser atendidos em unidades básicas, ou seja, nos ambulatórios ou PSFs. O que precisamos é ampliar a cobertura dos PSFs a 100% da população. No atual governo, o José Hernani avançou bastante, com a construção de dois PSFs compartilhados. A solução está aí: levar PSFs e o NASF até os bairros, o que é uma especialidade do PMDB. Isso foi iniciado exatamente na minha gestão. Com relação à Segurança Pública, outra questão em evidência, ficamos preocupados quando o governo estadual declarou à imprensa de BH que esse é um desafio que só será superado em 20 anos! Estamos próximos de São Paulo, todos sabem que o crime organizado está tomando conta de Minas e Passos, como polo regional, é atrativo para essa gente. Vamos dar todo apoio às polícias nessa luta. A casa do menor que Passos tinha foi fechada em 2007. Doamos recentemente 20 mil metros quadrados para o Estado construir uma nova unidade. E vamos levar a segurança da Assistência Social, da Educação, Cultura, Esporte e Lazer à população, fazendo a parte que compete ao município. O terceiro ponto é dar andamento à pavimentação 100%. Passos tem 500 quilômetros de vias. Só na minha gestão calcei 100 quilômetros. O Hernani calçou agora perto de 120 ruas. Parece que só o PMDB cuida das ruas dos bairros. Vencida essa etapa, vamos nos concentrar no recapeamento das avenidas e ruas cujo o asfalta já se encontra deteriorado.

    Renatinho - As áreas da segurança, da saúde e geração de emprego são as três mais problemáticas na cidade de Passos, atualmente. Como prefeito, vou instalar câmeras de monitoramento nos principais pontos da cidade, trabalhando em conjunto com as polícias, além de criar a Guarda Municipal, que vai melhorar a segurança do cidadão. Criaremos novos postos de saúde, mas, antes disso, devemos fazer os que já existem funcionar realmente. Não pode faltar médico nas unidades de atendimento dos bairros. O cidadão merece um atendimento rápido e de qualidade. O serviço da UPA (pronto socorro) precisa ser mais rápido e melhor. Para que os nossos jovens tenham mais oportunidade de trabalho, vamos criar cursos profissionalizantes, o que facilitará atrair novas empresas, que vão gerar mais empregos.

    O senhor já foi prefeito, existiu alguma dificuldade no seu mandato que o senhor não conseguiu superar? Qual e por que não conseguiu superá-la?

    Ataíde - O curto espaço do mandato, de quatro anos, não foi suficiente para realizar tudo aquilo que propus e a falta de deputados, que fez com que tivesse que executar além das tarefas de prefeito os papéis de deputado estadual e federal junto aos governos. Agora, no novo mandato, tenho certeza de que esta última dificuldade não terei pois, temos um deputado eleito e em breve teremos José Orlando Pereira, Tuta, assumindo mais uma vaga na Assembleia Legislativa e Renato Andrade, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

    Cóssimo- É muito importante o eleitor avaliar não só o que foi feito, mas como foi feito. Maus políticos também apresentam obras, mas como elas foram feitas, o que isso custou à sociedade? Administração pública implica em problemas diários e na minha gestão foram muitos. Mas sempre enfrentados com ética, honestidade. Fui muito feliz quando prefeito (1983-1988). Contei com uma assessoria competente. Um desafio daquela época, ligada à área de Saúde Pública, foi a retirada da criação de porcos na área urbana, quando encontramos muita resistência da própria população, que tinha esse costume. Foi difícil. Mas fomos corajosos e persistentes.

     

    Sabemos do papel do Legislativo, que é o de fiscalizar os atos da administração municipal e votar os projetos de leis. Como o senhor analisa esse poder legislativo em Passos no relacionamento com o prefeito?

    Ataíde - Entendo que são poderes autônomos e que deve haver relacionamento harmônico de ambas as partes.

    Cóssimo -Cada momento é um momento e os desencontros são naturais. Mas Passos sempre caracterizou por uma convivência pacífica, pois, afinal, ambos objetivam o      desenvolvimento da cidade.

    Sabemos do papel do Legislativo, que é o de fiscalizar os atos da administração municipal e votar os projetos de leis, e o senhor já esteve lá como vereador. Como o senhor analisa esse poder legislativo em Passos no relacionamento com o prefeito?

    Auro– No exercício de dois mandatos como vereador cumpri a função de legislar e fiscalizar e minha experiência será de fundamental importância, pois tenho consciência de que é imprescindível preservar a autonomia e a harmonia entre os Poderes Legislativo e Executivo.  Quando os vereadores exercem o seu papel de fiscalizar quem ganha é o povo e o próprio prefeito que vai acertar mais.  Para o bem da cidade é importante que os vereadores atuem com responsabilidade, fiscalizando e propondo leis justas e viáveis e melhorando as leis apresentadas pelo prefeito. Na nossa gestão, os vereadores terão papel relevante na mobilização da comunidade para o Orçamento Participativo. Ao assumir a prefeitura é preciso ter consciência que nosso partido (do prefeito e de todos os vereadores) é o município de Passos e que a vida de todas as pessoas que nele vivem está acima de qualquer outro interesse. 

    Renatinho - Quando atuei como vereador, busquei ser presente o quanto pude para fiscalizar a administração municipal. Como exemplo de minha participação na votação de projetos de lei, posso citar o projeto de iniciativa popular contra o nepotismo no Poder Legislativo e Executivo. Os poderes têm que se respeitar, não pode haver subserviência entre os Poderes. Estou certo de que os nossos projetos, que serão para melhoria de vida para o cidadão passense, terão todo apoio dos vereadores que querem o bem da nossa cidade, independente da cor partidária.

     

    Por que ideias antigas para a cidade nunca sairam do papel? Por exemplo, o anel viário, a avenida perimetral, a central de abastecimento do tipo da Ceasa? O que o prefeito precisa fazer para colocar essas ideias em prática?

    Ataíde - Justamente pela falta de representatividade parlamentar para buscar e alavancar projetos como estes e o curto espaço do mandato. Entendo que realizei muitas obras, como a construção da nova rodoviária, a viabilização da construção da sede do Fórum, a construção do novo Pronto Socorro, a construção da ETE (estação de tratamento de esgoto), a ponte que liga Passos a São João Batista do Glória e várias escolas municipais. Mas poderia ter concluído as obras questionadas se pudesse ter contado com ajuda de parlamentares, como a partir de 2013 teremos.

    Auro - O que falta em Passos é uma equipe composta por técnicos das diversas áreas da administração pública, capacitados para acompanhar as inovações e que possa articular o município para obter recursos e tecnologia para que estes e outros projetos se tornem realidade. Na linguagem popular, é preciso correr atrás e acompanhar. Cabe ao prefeito constituir a equipe técnica que vai acompanhar  assiduamente  os projetos  e trabalhar a intersetorialidade, ou seja, a ação integrada entre as políticas publicas municipais e as parcerias a nível estadual e federal. Nossa administração vai investir na capitação de recursos, mas principalmente, na concretização de projetos e na execução de programas.

    Cabe ressaltar a parceria com o deputado federal Odair Cunha (PT), nosso amigo pessoal e companheiro, que já faz do seu gabinete em Brasília um verdadeiro quartel general abrindo as portas para nosso município. Odair Cunha tem sido um grande parceiro de Passos e vai trabalhar muito mais por nossa cidade.

    Cóssimo - Como eu disse, são projetos de grande vulto, recursos muito grandes hoje só disponíveis no Governo Federal. Veja o PAC II, que vem resolver o problema das enchentes na área urbana, na região do Mercado Municipal, do Ginásio da Barrinha, do Polivalente. A canalização do córrego Sabiá, do córrego São Francisco, com a construção de novos trechos das avenidas Sabiá, Eldorado e José Caetano de Andrade. Tudo isso, um sonho antigo que está sendo realizado. Estamos em um momento especial e se o eleitor perceber isso, poderemos dar continuidade, trazer recursos para outros projetos grandes e antigos. 

    Renatinho - Atualmente, o orçamento da Prefeitura de Passos é de aproximadamente 150 milhões de reais e muito pouco deste montante é gasto para investimentos. A máquina da prefeitura é muito cara. Vamos implantar um sistema eficiente, reduzindo os gastos desnecessários e economizando para que as sobras sejam revertidas em obras e benefício direto ao cidadão. O prefeito também precisa de parcerias fortes com representantes do município em outras esferas. Cito como exemplo o secretário de Desenvolvimento Social, deputado Cássio Soares, que pode contribuir – e muito – para trazer obras e melhorias para a cidade, mas o prefeito precisa executar, esse é o seu papel.

     

    8) O que fazer para contribuir com um melhor desenvolvimento de setores econômicos potenciais da cidade, como as indústrias de confecções, de móveis, os laticínios e a agroindústria?

    Ataíde - Com a criação da SDE todos estes setores econômicos merecerão atenção especial e poderão ser alavancados, inclusive com busca de linhas de créditos especiais para estes setores, com fomentadores como o BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A SDE terá como secretário titular alguém com perfil adequado e técnico que compreenda este cenário.

    Auro - É preciso planejamento e ação efetiva! Os setores confeccionista, moveleiro, laticínios e agroindústria são pilares da nossa economia e precisam de maior atenção priorizados.  Nossa administração vai investir na geração de emprego e renda e na educação, criando incentivos para a indústria local, a educação técnico-profissionalizante e o ensino superior.  A qualidade de vida da população depende deste conjunto. É fundamental o investimento na formação e qualificação de mão de obra, de investimentos na saúde do trabalhador, em políticas públicas que atendam a família, no apoio financeiro as pequenas e médias empresas. O fortalecimento da economia local será priorizado, iremos firmar parcerias com as instituições de ensino superior e técnico como o Fesp e o IFsuldeminas, sindicatos, associações e outras instituições buscando o desenvolvimento do município. Vamos criar o Fórum Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social que vai envolver os cidadãos, entidades, os Conselhos Municipais e definir coletivamente as ações prioritárias.  Vamos construir o Centro de Convenções para receber empresários, compradores, vendedores e turistas de compras nas indústrias de confecções, moveleira e demais setores em expansão. Na nossa Administração, todos serão atendidos de maneira igualitária, pois queremos os empreendedores gerando emprego e renda e pessoas trabalhando numa cidade desenvolvida.

    Cóssimo - Já iniciamos esse caminho e, mais uma vez, vem a questão da interrupção de projetos na história de Passos. A implantação do APL (Arranjo Produtivo Local) dos Moveleiros, a realização de cursos em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas) para empresários desse setor. A busca de acesso a recursos diferenciados, tudo isso mostra o caminho que pretendemos trilhar: parcerias, estreitar laços. A prefeitura faz parte do APL do setor confeccionista. Foi criada e colocada em prática a legislação de doação de áreas para indústrias, o que gerou uma ocupação recorde, em uma só gestão, do nosso Distrito Industrial. Só para lembrar: os dois Distritos Industriais que existem em Passos foram criados por governos do PMDB, o que mostra que sempre tivemos o foco nessa questão.

    Renatinho - Pretendemos especializar a mão de obra passense, oferecendo cursos técnicos à população, o que por consequência tornará Passos um atrativo para as empresas. A parceria com a Fesp, que é uma das principais instituições de nossa cidade, também pode contribuir para o desenvolvimento desses setores econômicos e dar instrumentos para que essas empresas em operação em Passos tenham meios de aumentar a sua competitividade. Lembro, ainda, que temos a indústria do turismo que traz muitos recursos e geram empregos para nossa cidade.

    Prefeitos costumam se queixar da queda dos repasses do FPM e atribui a essa queda os diversos problemas urbanos. Para o senhor, uma cidade precisa realmente desse dinheiro para cumprir suas obrigações mais básicas, como a manutenção de praças e parques, a limpeza e a conservação das ruas, por exemplo?

    Ataíde - Realmente o orçamento do município é baixo, mas mesmo assim durante o período que fui prefeito conseguimos realizar muitas obras e cuidar bem da cidade. Com o orçamento que o município tem trabalhado nos últimos anos acredito que será o suficiente para mantermos os serviços em um nível bastante satisfatório. O administrador público não pode se ater apenas ao FPM, foi o que fiz. Busquei parcerias e recursos com criatividade para superar estas dificuldades.

    Auro- O Orçamento Participativo será a grande diferença em nossa administração. No Orçamento Participativo as pessoas vão entender como funciona o sistema de arrecadação e aplicação dos recursos financeiros no município. Vamos trabalhar com transparência e participação popular.  Teremos rigor na administração dos recursos públicos que devem ser investidos prioritariamente em ações básicas. É inaceitável, ver numa cidade como a nossa, os espaços de convivência e prática de esportes, como quadras, parques, praças, ruas e logradouros públicos em estado precário.  O segredo não é outro, senão administrar bem os recursos públicos disponíveis através dos repasses e garantir a eficiência na sua aplicação. Vamos buscar parcerias e trabalhar em conjunto com a população para que todos os bens e espaços públicos possam ser conservados. Uma administração, que realiza ações em parceria com a população, consegue grandes resultados. Na questão da pavimentação e conservação das vias públicas vamos buscar parcerias junto aos governos federal e estadual para garantir os recursos necessários à execução de um serviço duradouro.

    Para que possamos garantir uma arrecadação e aplicação dos recursos financeiros, implantaremos em parceria com o Ministério da Fazenda o Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios Brasileiros (PNAFM), que destina recursos para a aquisição de tecnologia, de equipamentos de informática, de apoio e de comunicação; em construções e reformas que resultem na melhoria do atendimento ao contribuinte e na melhoria da arrecadação do município; na integração de sistemas tributários com aplicativos e ferramentas de controle espacial e com sistemas de administração integrada (orçamento, finanças, contabilidade, planejamento); em capacitação, consultoria e ajuste de quadro, objetivando tornar a administração municipal comprometida com resultados que contribuam para melhorar os serviços oferecidos à população.

    Cóssimo - Os repasses do FPM e do ICMS correspondem a praticamente 50% dos recursos. Nenhum governo municipal em quatro anos vai mudar muito esse quadro. Dos 853 municípios mineiros, uma parcela significativa, acho que 80%, sobrevive só do FPM. Os municípios mineiros estão todos sufocadíssimos com a grande queda no repasse. Passos, claro, sofre com essa situação. Mesmo assim, o José Hernani conseguiu realizar muito. É como temos repetido: a honestidade faz diferença na administração.

    Renatinho - São recursos complementares. Um não substitui o outro. O que é realmente importante é gastar bem o dinheiro. Seja ele quanto for. Nosso cidadão já paga muitos impostos e ele merece um serviço público digno e a altura da alta carga de impostos pagos.

    Que critérios o senhor irá empregar para formar sua equipe de governo (secretários, diretores de departamentos, assessores)?

    Ataíde - No momento não penso neste assunto, pois primeiro preciso ser eleito para começar a definir equipe.

    Auro - Os secretários Municipais, diretores de departamentos e do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) serão escolhidos através de critérios técnicos e da experiência e competência na área de atuação. 

    Cóssimo - Competência, disponibilidade, honestidade, dedicação e, sem intenção de fazer uma folha corrida da pessoa, como foram as atitudes da pessoa em cargos ou       funções anteriores, se os teve.

    Renatinho - Seguiremos um critério técnico de competência, eficiência e disponibilidade de tempo. De nada adianta termos assessores que tenham suas atividades paralelas e não poderão dedicar-se integralmente para a melhoria da gestão municipal. Percebemos na gestão do então governador Aécio Neves e agora com o governador Anastasia, os efeitos e os resultados positivos de uma boa gestão. E esses foram os critérios colocados em prática.

     

    Para finalizar, se eleito e quando tomar posse quais as primeiras medidas que o senhor irá adotar como prefeito?

    Ataíde -Solucionar o caos hoje existente no atendimento da saúde e resolver também o problema da segurança pública da cidade. E, além disto, adotar de imediato a modernização na administração.

    Auro- As primeiras iniciativas serão tomadas nos setores prioritários: saúde e segurança. Num trabalho conjunto com os profissionais da área de saúde vamos definir as ações que garantam o atendimento adequado e suficiente à população, com investimentos na estrutura física, nos trabalhadores e na capacitação. Na segurança, iremos trabalhar com ações preventivas nos bairros, através do esporte, cultura e lazer, e ao mesmo tempo, implantaremos uma coordenadoria de segurança pública que assumirá as ações imediatas de criação da guarda municipal, articulação com os demais segmentos: Polícia Militar e Civil, Conselho Comunitário de Segurança Pública, Poder Judiciário, Ministério Público, Ongs e instituições da sociedade civil. Iniciaremos também um processo de modernização da estrutura administrativa para que ela se torne funcional e eficiente.

    Cóssimo - Desde o período de transição já vamos nos aprofundar na situação de cada setor da administração, conhecer as pessoas com quem vamos trabalhar. Vamos garantir a implantação dos projetos em andamento e, sobretudo, tem o bem estar da comunidade passense e o desenvolvimento como meta. 

    Renatinho- Contratar médicos em caráter emergencial para reduzir a demanda reprimida existente. E já vamos, desde o primeiro dia, buscar recursos junto ao governo do Estado e ao governo federal para, o mais breve possível, realizar as obras que nossa cidade tanto precisa: recuperação das quadras nos bairros, implantação imediata da Guarda Municipal e um sistema eficiente de calçamento e recuperação das nossas ruas.

     

     

    Enio Modesto

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