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Janeiro/Março 2020
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Turismo

Grécia resista se for capaz

  • A Grécia não vive lá seu melhor momento, envolto numa crise econômica que parece não ter fi m. Mas as belezas e a história, essas ninguém diminui. A linda paisagem, com casinhas brancas descendo em cascata pelas ladeiras montanhosas, em meio ao intenso azul do céu e do mar, representa apenas o 1° impacto para quem desembarca. O que cativa defi nitivamente o turista, segundo a médica reumatologista, Maria Carolina Ribeiro Carvalho e sua sobrinha, a estudante de Medicina Veterinária, Paula Miranda de Carvalho, que viajaram a este país abençoado pelos deuses, é a história, a educação e a hospitalidade dos gregos.

    “Conhecer a Grécia é um sonho universal pois é um país ímpar, com sua notória beleza incomparável. O país é uma grande surpresa para os olhos e para o paladar. É um misto do que há de mais moderno e atual com a preservação do antigo”, explica a médica Maria Carolina Ribeiro. Ela, a sobrinha e mais 30 pessoas realizaram essa viagem em outubro de 2011. Segundo as duas, “uma viagem inesquecível”.

    Tanto no continente como num dos quatro arquipélagos, uma viagem a esse país representa sempre o desafio de escolher o destino e, talvez, de decidir em qual das ilhas aportar: Kerkyra, Samaria, Amorgós, Santorini, Creta, Míkonos, Rodes... são quase 15 mil quilômetros de litoral, num país cuja herança cultural é, igualmente, de visita obrigatória.

    Quem busca beleza fácil e imediata, cedo ficará decepcionado. A capital Atenas, segundo Carolina e Paula, é uma cidade para ir se descobrindo, caminhando, sem pressa, à medida que os seus encantos se desnudam aos olhos do viajante paciente. “Eles possuem o melhor comércio, muitas avenidas, restaurantes e lojas luxuosas. Há bairros residenciais de ruas estreitas e arborizadas, com árvores frutíferas. De cada local que se olha, lá está a majestosa Acrópole e a linda Capela de São Jorge nos contemplando. É muito bonito”, recorda Paula.

    As ilhas, emenda Maria Carolina, são de uma beleza de perder o fôlego. “O contraste do mar com as construções de parede branca e tetos azuis, é a coisa mais linda do mundo!”, diz Carolina. As estátuas gregas também são elogiadas pela maioria dos turistas com maior ou menor sutileza pois elas traduzem os movimentos da história ou do acaso, os trabalhos do tempo, afinal. Os monumentos são impregnados de um profundo signifi cado histórico e cultural.

    Tia e sobrinha destacam vários aspectos da cultura grega. “A culinária é riquíssima, como os tomates ‘super’ vermelhos e doces, os carneiros das mais variadas preparações, as azeitonas pequeninas e macias e ainda os deliciosos frutos do mar, tudo regado a um azeite que é maravilhoso!”, conta Paula, revelando também que achou admirável a forma como eles plantam as uvas. “Os gregos fazem uma espécie de guirlanda rasteira para que as uvas não encostem no solo. Achei bem criativo”.

    Maria Carolina cita ainda o cuidado que os gregos têm com os animais domésticos (cães e gatos). Todos eles têm coleiras e são bem tratados, transitam tranquilamente nas ruas e lojas e a prefeitura por sua vez se encarrega de mantê-los, sendo que há “caixinhas” nos estabelecimentos pedindo contribuições para tal fim.

    Na avaliação das duas, os gregos, de um modo geral, são bonitos e simpáticos. “São belos e se destacam das mulheres que não são tão belas e se vestem sem requinte no dia a dia. São agradáveis mas um pouco rudes ao conversar”, diz Paula, sendo emendada pela tia. “Talvez seja a entonação e a língua totalmente incompreensível”, diz a médica.

    Além de conhecer e explorar a Grécia, diversão foi a palavra de ordem das duas turistas passenses. Fizeram realmente de tudo; alugaram carro em Santorini e Mykonos (chamada de pequena Veneza) num grupo de 10 passenses e conheceram várias praias, vilas, restaurantes renomados, museus, foram à baladas onde os gregos ensinaram a dança típica deles e elas retribuíram com o samba e o sertanejo.

    “Também curtimos na Vila de IA (pronuncia-se Oia) o pôr do sol mais famoso do mundo, os frutos do mar, as sobremesas perfeitas (massas folhadas com castanhas), a bebida ‘ouzo’, que é a base de anis, passamos por muitas lojas, fomos em Patmos no Monastério de São João e a gruta do Apocalipse. E tem mais uma coisa que adoramos pra valer: quebrar pratos na Grécia, que é super comum lá! Rimos muito dos bailarinos fortões de saiote e sapatilha de pom pom nos restaurantes de Atenas”, comenta Paula.

    O que os gregos acham dos brasileiros? De acordo com Paula e Carolina, “eles ficam ‘estupefatos’ e desorientados com o nosso jeitinho – falando alto, gesticulando sempre e rindo muito. Em um restaurante que fomos, um moço nos interpelou pedindo que disséssemos por favor que língua estávamos falando – achou o som musical. Além disso, não faltaram perguntas sobre futebol, Rio de Janeiro e São Paulo”, revelaram as duas.

    Para as passenses, ao final de tantas aventuras e conhecimentos, há que ser na Grécia caminhante de sombras e de claridades, de ruínas e de tumultos, de silêncios e de caos, de memórias e de presenças. “Sem dúvida, uma viagem inesquecível e rica em detalhes. Queremos voltar no alto verão para aproveitarmos mais as praias e encontrar quem sabe internacionais famosos que frequentam as ilhas nesta época, como o ator Antônio Banderas”, conclui Paula sorrindo.

    Restaurante em Athenas, Paula quebrando prato em cima do palco.
    Carolina e Paula na praia Kalafatis em Mykonos
    Baladinha em Mykonos Caprice Bar
    Paula e Carolina na Acrópole em Athenas .
    Santorini, subida de 600 degraus em cima do burrinho
    ?Os gregos fazem uma espécie de guirlanda rasteira para que as uvas não encostem no solo. Achei bem criativo? (Paula)

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