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Janeiro/Março 2020
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Esporte e Saúde

O que uma empresa tem a ver com o esporte, ou esporte tem a ver com empresa?

  • Marcelo Campos Machado
  • É interessante separar atividades comerciais com o mundo esportivo, mas ambas são unidas numa sinergia por vezes incomum. O esporte é movido por paixão, garra, adrenalina, transpiração, motivação, espírito de equipe, luta (ação e reação) e estes motivos também estiveram presentes nas reuniões, palestras e nas convenções empresariais.

    Um dos esportes mais “empresariais”, mais sofi sticados, é a Fórmula 1 (F1): máquinas potentes, velozes, caríssimas, dirigidas por pilotos mais badalados que muitos artistas ou celebridades, tendo como pano de fundo uma verdadeira indústria de fazer marketing. Tudo isto para garantir que os carros, hoje, cada vez mais sofi sticados e modernos, garantam um lugar na pole position e cada vez mais lucros para as empresas que a financiam. Tudo pelo amor ao esporte? Não é bem assim, essas empresas lucram milhões de dólares por ano, além da alta exposição, muito além dos boxes e camarotes dos autódromos, direitos para transmissão na TV e rádio. Esse grande negócio tem espionagem, sabotagem, e isto é o mundo corporativo, tão competitivo quanto a Fórmula 1 (F1).

    Nenhuma organização que se preze surge do nada ou mesmo desponta sem doses cavalares de especulação, avaliação, pesquisa de mercado ou até mesmo “espionar” o que a concorrência faz. Mas, com certeza, para qualquer negócio, a ética é fundamental, pois norteia e estabelece os parâmetros a serem definidos pela empresa para crescer com segurança, estabilidade e competitividade.

    A competitividade no esporte e no mundo corporativo são similares, regem-se pelos mesmos pilares, apresentando valores como ambição, disciplina e esforço. Assim, pelo fato de termos empresas que quebram facilmente por má gestão, há atletas que na ânsia de se superarem, terminam por aniquilar qualquer chance de permanecer numa competição quer por fratura ou mesmo por subestimar o alto teor de risco de uma prova ou competição. É nesse sentido que o esporte e o mundo corporativo se assemelham, em forma e conjuntura, pois podem quebrar todas as expectativas de metas e objetivos a longo prazo, simplesmente por subestimarem um concorrente ou o próprio mundo corporativo.

    O atleta para vencer, tem que saber as regras do jogo, tem como norma a dedicação, a qualidade técnica, inteligência emocional para lidar com os fortes treinos, tem que manter o espírito de equipe, sem rixas, atritos ou quaisquer diferenças com outros companheiros.

    O técnico de voleibol masculino da seleção brasileira, Bernardinho, citou no seu livro “Transformando Suor em Ouro” que ‘ninguém é excepcional o bastante para fazer sozinho o que deve ser feito em equipe’.

    Tanto no esporte como na empresa, os princípios são os mesmos, sejam bons ou ruins, é preciso sempre fazer um bom trabalho de equipe para ganhar!

     

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    Marcelo Campos Machado

    Professor de Educação Física - CREF 0527

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