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Confissões de Adolescentes

Quando alguém parte deste mundo...

  • É muito difícil superar uma perda. Dizer adeus àquelas pessoas que amamos e que convivemos por algum tempo, que faz parte da nossa vida, que nos ensinou muitas coisas, inclusive a viver, é uma tarefa sobre-humana. Mas é a vida. E assim temos que aprender a viver. Afi nal de contas, a morte também faz parte. Dia 2 de novembro é comemorado o Dia de Finados e agora a gente quer saber do pessoal. “Você já perdeu alguém querido na sua vida?”, “Como foi esta experiência?”.

    “A dor, a saudade, as marcas, talvez até o trauma, permanecem por algum tempo. Talvez demore anos para se conseguir superar isso, mas para aqueles que ficam, resta tocar a vida adiante. Fotocar Foi o que fiz quando perdi o meu avô há quase quatro anos atrás. É difícil para quem ama, é muito difícil!”, opina Letícia, de 16 anosLetícia, anos (nome fictício).

    “Acho que aceitar a morte não é fácil pra ninguém. Sofri muito no ano passado quando perdi o ‘Thor’, um cão da raça labrador que tínhamos em casa. Fizemosque Fizemos de tudo para salvá-lo, mas quand chega a hora não adianta muitochega muito ficar com esperança. Fiquei tão mal com a morte do Thor que emagreci e não queria sair de casa, apenas ia à escola obrigado. Hoje em dia não quero mais cachorro em casa”, fala Pedro Henrique, de 15 anos (nome fictício).

    “Já perdi avós, tios, amigos, gente cedo demais, gente que viveu até a sua última gota. Nunca sei lidar, a saudade dói, a dor aperta o nó na garganta, choro, sinto falta. ‘Perder’ aquela pessoa ue a gente ama nos deixa sem norte, sem saber o que fazer. É horrível!”, diz Valéria, de 15 anos (nome fictício).

    "Meu pai morreu há três anos atrás. Médico, mas não cuidava da saúde. Ele, como eu, acreditava em outras vidas também. E me dizia que a dor da perda um dia se transforma numa saudade gostosa de sentir. Minha primeira reação foi uma tristeza imensa e depois um vazio sem fim. Mas depois de algum tempo a saudade fica gostosa de sentir. Só lembro de coisas boas. Adoro contar histórias dele pra meus amigos. Não importa como tenha sido a morte dele, a minha vida continua e ele faz parte dela para sempre!", explica Karina, de 16 anos (nome fictício).

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