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Janeiro/Março 2020
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Turismo

Intercâmbio

  • Uma estudante de Engenharia de Produção de Passos viveu seis meses nos Estados Unidos, para aprimorar o aprendizado de inglês, e ainda teve a experiência de conhecer outras culturas, até mesmo orientais, além da americana.

    Aos 19 anos de idade e depois de um ano cursando Engenharia de Produção no Centro Universitário da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), em São Bernardo do Campo (São Paulo), a estudante passense Valéria Coelho Denipote embarcou para os Estados Unidos. A jovem partia para uma estada de seis meses, num intercâmbio particular para praticar o inglês aprendido em mais de cinco anos de curso em Passos. A primeira residência foi com uma típica família americana, no estado da Califórnia. Em seguida, Valéria rumou para a Carolina do Norte, onde passou quatro meses com jovens iguais a ela, algumas de culturas ns ela bem diferentes: coreana, japonesa, árabe e chinesa.

    Pôr do sol mais bonito que já vi - Santa Mônica.
    Pôr do sol mais bonito que já vi - Santa Mônica.

    Durante as folgas das aulas, a estudante aproveitava para conhecer os pontos mais badalados das redondezas. Na Califórnia, Valéria Denipote morou com uma família de Santa Mônica, uma cidade costeira, banhada pelo Oceano Índico, com mais de 90 mil habitantes e recheada de atrações turísticas: do píer que leva o nome do município às ecléticas e elegantes lojas locais.

    “Santa Mônica é muito bonita, tem um litoral muito bonito, um píer lindo! Eu passava todas as minhas tardes lá, para ver o pôr-do-sol”, diz a estudante, explicando que essa era uma maneira de relaxar depois de um dia de aula.

    Por fazer parte de uma região metropolitana, Santa Mônica é também um fácil meio para se chegar a Los Angeles, Hollywood - onde está a maior indústria do cinema no mundo -, a Calçada da Fama, onde estão eternizados os sinais dos pés de ícones do cinema e da música - e a cidade dos artistas, milionários e outras celebridades, Beverly Hills.

    Outras estrangeiras

    A moradia com família californiana durou um mês. Na casa moravam um típico casal norte-americano, com três filhos, Valéria e outras duas estudantes estrangeiras (uma espanhola e uma alemã) que também faziam intercâmbio. “Só tive que me mudar porque minha escola fica muito longe e eu tinha que ir de ônibus”, explica. A nova residência foi compartilhada com duas japonesas, uma coreana e uma colombiana.

    Depois de dois meses em Santa Mônica, Valéria Denipote se mudou para o leste, fixando-se em Charlotte, na Carolina do Norte, costa do Oceano Atlântico. Com uma área metropolitana de quase 1,9 milhão de habitantes, a nova cidade de Valéria é um importante centro financeiro dos EUA – só fica atrás de Nova Iorque – e abriga o Bank of América, o maior banco norte-americano.

    A maior mansão dos EUA - perto de Charlotte - Perú. Bolívia. Venezuela.
    A maior mansão dos EUA - perto de Charlotte - Perú. Bolívia. Venezuela.

    Foi nessa grande cidade, que a passense dividiu um apartamento estudantil com outras estrangeiras como ela, uma chinesa, duas coreanas, uma boliviana e uma árabe, por quatro meses e pode conhecer de perto o estilo de vida tão diferente de cada uma. “Não é vantajoso por não conviver mais com americano. No começo, eu custava a entender os árabes falando (inglês), mas o mais legal é aprender”, comenta.

    Apesar dos vários idiomas, Valéria disse que não teve problema com o aprendizado do inglês, porque tinha as aulas e também praticava com os próprios norteamericanos, em lojas, ônibus, bares e com gente nova que ia conhecendo no dia-a-dia. “Tenho o inglês pronto e pretendo aprender outras línguas também, porque ficar só no inglês é muito pouco”, revela. “Fiz a escolha certa, ao ir. Até as coisas que deram erradas foram boas”, avalia.

    A convivência com as colegas estrangeiras, especialmente as orientais, mostrou para a futura engenheira de produção que o comportamento das pessoas de culturas tão diversas realmente causa estranheza, como o costume da árabe de dormir o dia inteiro e acordar à meia noite para comer. Outra experiência impactante para Valéria foi o jantar que a coreana preparou para a turma: - “Muito apimentado! Um macarrão tipo ‘Miojo’, com uma batata estranha, cozida com muito óleo”, conta.

    Os atrativos de Charlotte

    Se na região de Santa Mônica, as opções para os visitantes variam entre compras, cultura, entretenimento e contemplação da natureza, em Charlotte, os museus, complexos esportivos e as equipes de basquetebol são alguns dos principais atrativos turísticos. “É um centro fi nanceiro, p p q p q com arranha-céus muito bonitos”, observa a estudante Valéria Coelho Denipote, acrescentando que a proximidade com outras regiões de forte apelo turístico, Charlotte também foi muito bem apreciada.

    De Santa Mônica, Valéria saía a passeio por Los Angeles e redondezas, em Charlotte as oportunidades também são ótimas. A cidade é situada entre a capital dos EUA (Washington) e Atlanta, tem clima subtropical e está a meio caminho dos montes Apalaches e Oceano Atlântico. Ao sul fica o estado da Flórida, com suas famosas cidades de Orlando e Miami.

    Orlando é a terra dos parques temáticos, como a Disney. Miami tem fama pelo clima quente e belas praias. “Todo final de mês a gente juntava uma turma, alugava um carro e ia viajar”, recorda Valéria, falando das viagens para Washington, Orlando e Miami.

    Em abril, sua família – o pai Júlio Denipote, a mãe Maria Lúcia e irmãos – passou alguns dias com ela e juntos estiveram em Nova Iorque, onde fizeram compras, visitaram o Central Park e a área em que ficavam as “Torres Gêmeas” do World Trade Center, destruído pelo atentado terrorista de 11 de setembro de 2001.

    A família também esteve na Broadway, a célebre avenida em que ficam os teatros dos não menos célebres musicais, como “O Fantasma da Ópera”, que Valéria e seus pais conferiram de perto. “Eu queria ter tido mais tempo para ficar lá”, confessou, falando do passeio nova iorquino, que durou uma semana.

    The Time Square.
    The Central Park.
    Eu e minhas colegas de apartamento - Boliviana e Árabe.
    Todos os amigos da escola - muito queridos.
    Amigos em geral - Japão, Venezuela, Arábia, Bolívia, Coreia e Senegal.
    Na estrada para Orlando - brasileiros e japoneses.

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