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Janeiro/Março 2020
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Saúde

GENGIVA

  • Doenças que podem levar à perda dos dentes

    O casal de cirurgiões-dentistas Dr. Antônio R. Pinto Junior especialista em periodontia, prótese dentária e implantodontia e Dra. Adriana Libânio especialista em periodontia.
    O casal de cirurgiões-dentistas Dr. Antônio R. Pinto Junior especialista em periodontia, prótese dentária e implantodontia e Dra. Adriana Libânio especialista em periodontia.

    A gengivite e a periodontite são as doenças mais comuns que acometem a gengiva e podem afetar todo o organismo da pessoa, se não forem tratadas adequadamente; para evitálas ou tratá-las, é preciso uma higienização correta e consultas periódicas ao dentista especializado.

    Uma gengiva normal, isto é, saudável, é aquela de aspecto firme, coloração rosada, sem apresentar sangramento e aderida ao dente. Uma pessoa que tem a boca nessas condições certamente toma os cuidados preventivos, fazendo uma higienização adequada dos dentes e língua e visita o dentista periodicamente. De outro modo, o indivíduo está sujeito a doenças periodontais que podem interferir em todo o sistema orgânico do paciente.

    As doenças gengivais mais comuns são a gengivite e a periodontite. A primeira se caracteriza por uma inflamação que atinge somente a gengiva, causando sangramento. Também caracterizada por processos inflamatórios, a segunda patologia bucal é mais grave, pois numa fase mais avançada provoca a reabsorção do osso alveolar, levando à perda do dente.

    “O não tratamento leva à perda óssea exagerada e com isso a perda do dente.” Antônio Júnior

    O casal de cirurgiões-dentistas Antônio Rodrigues Pinto Júnior e Adriana Libânio, especialistas em periodontia, prótese dentária e implanodontia, explicam que numerosas doenças têm relação com a periodontite: diabetes, reumatismo infeccioso, artrite, osteoporose, problemas cardiovasculares e outros. “As bactérias presentes na gengiva inflamada podem penetrar no sangue através da bolsa periodontal e contribuir para alterações cardíacas”, adverte Antônio Júnior, citando uma das possíveis consequências do problema bucal para a saúde do paciente.

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    A periodontite pode se manifestar em estágios diferentes e fases distintas da vida do paciente, segundo Adriana Libânio. Pode ser classificada em progressão lenta ou rápida, juvenil (entre 11 e 13 anos) ou de forma crônica, já na fase adulta. “A causa mais frequente é a placa bacteriana, que é uma película que se forma sobre os dentes mal escovados. Essa placa pode atingir também a gengiva ao redor do dente e evoluir para o osso, se não for tratada adequadamente. Quando a placa bacteriana não é removida ocorre a calcificação da mesma, formando o tártaro”, explica a especialista.

    A gengivite se manifesta através de sangramento e pode evoluir para a doença mais grave se não for tratada por um periodontista. Já a periodontite apresenta os seguintes sinais: inchaço, coloração vermelha e brilhante, gengiva separada do dente, pus entre a gengiva e o dente e mau hálito. “Pense no tecido de sua mão sangrando a todo momento, você a lavaria sempre e se preocuparia com isso, com a certeza de que algo errado está ocorrendo. Com a gengiva é a mesma coisa. Se estiver sangrando, procure um profissional especializado”, orienta Antônio Júnior.

    A prevenção contra a gengivite e a periodontite é a higienização correta da boca, com escovação, fio dental e raspador de língua, que devem ser feitas em casa, e a limpeza bucal profissional, no consultório do dentista a cada seis meses.

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    Nos casos de doença, o paciente que procurar um periodontista será submetido a um tratamento para controle da infecção, raspagem para retirada do tártaro e toxinas da gengiva e alisamento da raiz do dente para que a gengiva fique aderida novamente. Depois desse tratamento inicial, o paciente volta ao consultório a cada três ou quatro meses (dependendo da gravidade) para controle. Se a doença estiver em fase muito avançada, com perda do osso que sustenta o dente, será necessária uma intervenção cirúrgica. O tratamento inclui medicação tópica e antibióticos.

    “O principal objetivo do tratamento é estabilizar as perdas e assegurar que o trabalho conjunto do profissional e do paciente evite o retorno ou agravamento do quadro periodontal”, justifica Adriana Libânio. “O não tratamento leva à perda óssea exagerada e com isso a perda do dente, dificultando a colocação de próteses e implantes. Essa perda óssea leva também à necessidade de cirurgias mais avançadas (enxerto ósseo)”, alerta Antônio Júnior.

    Enio Modesto

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