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Janeiro/Março 2020
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Turismo

O Prazer das Cavalgadas

  • Esporte ou hobby? As duas palavras traduzem a atividade conhecida a milhares de anos como cavalgada. Comum para aqueles que moram no campo e trabalham com a terra, se tornou uma atividade de lazer para os que residem nas cidades.

    Cavaleiros e familiares - momento de confraternização.
    Cavaleiros e familiares - momento de confraternização.

    A cavalgada é uma atividade milenar e remete o ser humano a uma série de aventuras contadas em versos ou em imagens, através da história do homem. É também cheia de encantamento e até mesmo de romantismo. Atualmente ganha uma releitura e reúne amigos, família e os apaixonados por cavalos. O fato é que a atividade vem crescendo a cada ano no país, nas suas mais diversas formas e, cada vez mais, atrai novos adeptos. No entorno do município de São João Batista do Glória um trajeto entre os locais conhecidos como Paraíso Perdido e Vale da Babilônia proporciona o reviver de velhas emoções, o encantamento com a natureza e a confraternização em família. São 45 km que foram percorridos nos dias 21 e 22 de maio por um grupo de cavaleiros. No trajeto, além de apreciar as belezas da natureza, o grupo reviveu algumas emoções do passado, como as relatadas através das tradicionais comitivas. Atividade em que os cavaleiros conduziam o gado vendido por municípios e estados. 

     

    A Organização
     
    Para um trajeto longo, de 45 km, é necessária uma parada para alimentação e descanso dos animais. Momentos dedicados a um bom dedo de prosa, ao encantamento com a natureza, a uma boa comida típica e é claro, de estar com amigos. Isso tudo exige uma preparação. Afinal, os tempos das comitivas já se foram e não existem mais as tradicionais paradas para os cavaleiros. A opção moderna é planejar. O grupo iniciou o preparo da cavalgada nos primeiros dias de maio. Uma pousada foi escolhida para um momento de confraternização, descanso dos animais, alimentação e, também, para conhecer a região do  seu entorno com cachoeiras e trilhas. Durante esse período os organizadores também prepararam a "bruaca", que foi utilizada como apoio durante a cavalgada. O equipamento consiste na montagem de duas caixas de isopor em uma armação, fixada em um arreio sobre um cavalo. Serve para levar comida e bebida (veja foto acima à direita). Na manhã do dia 21, os animais foram embarcados em caminhão apropriado para transporte de equinos. O trajeto previa saída do Paraíso Perdido. Um belo café da manhã foi preparado pelos companheiros Hebert e Cesar Mendonça: pão de queijo feito na hora, o tradicional cafezinho preto e os quitutes tradicionais de Minas Gerais. 
    O trajeto entre morros, vales, ribeirões e trilhas foi realizado em duas etapas. O primeiro trecho, de 20 km, foi realizado em 4 horas. A primeira parada para dar água aos cavalos, em um sítio, mostrou a hospitalidade dos mineiros. O proprietário serviu cafezinho preto e um queijo fresco produzido por ele. A primeira parada planejada foi na Pousada Canteiros. No local uma parte da “comitiva” aguardava os cavaleiros: esposas e fi lhos esperavam para o almoço. A parada de 1 hora serviu como descanso e confraternização das famílias. Beliza e Marcela, fi lhas dos cavaleiros Ricardo Maia e Nahim Simão, trocaram de lugares com seus pais e fizeram a segunda etapa cavalgando.  
    Na segunda etapa, mais 25 km aguardavam os cavaleiros. O trecho entre a Pousada Canteiros e a Pousada da Babilônia, local escolhido para o pernoite, foi realizado em seis horas. Tempo para observar a exuberância da região, as fazendas, o belo visual da Serra da Canastra e a imponente Cachoeira do Quilombo. Na chegada, os integrantes das famílias dos cavaleiros aguardavam o grupo para degustarem um delicioso churrasco. Na manhã seguinte, mais um período de confraternização, registro de fotos e preparo para o último trecho da cavalgada até a Pousada do Eninho, mais 7 km, onde os animais foram novamente embarcados em caminhões e levados para Passos. No último trecho alguns pais e filhos trocaram de lugares para um passeio descontraído em família. Nesse trajeto, esporte e hobby se misturaram. O cansaço físico compensou o descanso da mente. O estar em família e em contato com a natureza proporcionou simples e belas emoções aos integrantes do grupo.
     
    Denise Bueno

    Gilberto Andrade, Heloísa e Ivy.
    Leandro Pereira (Bodinho) e Natália Silveira.
    Glauco Piassi, Letícia e Laura.
    Nahim Simão, Mônica e Marcela.
    Vera, Beliza e Ricardo Maia.
    Manoel Toledo e Beliza Maia.
    Toninho Lara e Marta.
    José Julio, seu filho Diogo Enrick e seu neto Cesar Henrique.
    Anderson (Pompom), Elizana e seus filhos José Julio, Heitor e João.
    Kaliel, Maycon, Yasmin, Marcos Otoni, Yara e Rayssa.
    Vandinho, Chaveirinho e Mozart.

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