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Janeiro/Março 2020
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Saúde

Cuidados Evitam Infarto e Previnem Doenças Cardíacas

  • Alguns sinais de alerta ajudam você a evitar problemas mais sérios com o coração, mas a prevenção, com consultas e exames em idades certas, previnem doenças cardíacas

     

    Dr. Glauco Piassi - especialista em cardiologia, hemodinâmica e cardiologia intervencionista.
    Dr. Glauco Piassi - especialista em cardiologia, hemodinâmica e cardiologia intervencionista.

    Você já foi ao cardiologista alguma vez? Se você já chegou ou passou dos 20 anos de idade, está mais que na hora de procurar um especialista para avaliar sua situação. É que muitas doenças cardíacas podem ser evitadas através das consultas e exames periódicos. Até aquelas congênitas, que nasceram com a pessoa, podem ter suas complicações reduzidas se o paciente adotar os devidos cuidados. Alguns sinais podem indicar que a pessoa tem determinado problema no coração, segundo explica o médico Glauco Soares Maia Piassi, especialista em cardiologia, hemodinâmica e cardiologia intervencionista. Dor no peito e braços ao realizar um esforço – subir uma escada, ladeira, carregar peso, por exemplo – falta de ar relacionada àquele esforço físico, tonteiras, desmaios, palpitações sem motivo aparente, sudorese (suor excessivo) e dor na nuca são os principais indicadores de que alguma coisa pode não estar bem com seu coração. “Se você se prevenir a vida inteira,dificilmente vai ter alguma doença cardiovascular, ou se desenvolver alguma, as consequências ou complicações serão menos graves”, afirma o médico. “Mesmo os mais jovens devem passar por uma valiação cardiológica mais precoce para termos, futuramente, uma nova avaliação preventiva a título de comparação, e se tiver algo alterado, pode-se iniciar tratamento precoce e evitar suas complicações”, acrescentou. Numa sociedade em que as pessoas estão cada vez mais ativas e, ao mesmo tempo, preocupadas  com a saúde, não medindo esforços para praticar exercícios físicos, seja numa simples caminhada ou corrida na rua, e mesmo levantando peso, fazendo esteira e outras atividades em academia de ginástica, é fundamental passar por uma avaliação criteriosa do sistema cardiovascular. Os sinais descritos anteriormente podem, na verdade, ser sintomas de alguma cardiopatia, segundo Glauco Piassi. “O divisor de águas é a faixa dos 40 anos, ou antes, se tiver fatores de risco. A partir dessa idade, se a pessoa não sente nada e vai começar a praticar exercícios, deve fazer uma avaliação”, alerta. Uma angina, por exemplo, que é uma doença causada pelo estreitamento das artérias que levam sangue para o coração, é caracterizada por dor, desconforto ou pressão no peito, pode causar o infarto se não for diagnosticada e tratada a tempo. Os sintomas desse problema cardiovascular costumam se relacionar a algum esforço físico e aparece de forma intermitente (dói, melhora quando para a atividade e volta a doer com novo  esforço). A importância de procurar um especialista para uma avaliação preventiva é que, em alguns casos, a angina ou o infarto não vem acompanhado de dor. “Os grupos de maior risco são os idosos e os diabéticos. Só que geralmente eles podem desenvolver outros sintomas: em vez de dor durante o esforço físico, falta de ar ou desmaio. Estes seriam sinais de alerta sobre roblemas cardiológicos”, disse o médico. Quanto às mulheres, segundo Glauco Piassi, elas devem ter atenção redobrada com a chegada da menopausa, quando o estrogênio* (hormônio que ajuda a protegê-las na idade fértil) cai a níveis significativos e as deixam mais vulneráveis a problemas cardiovasculares. Outro fator preocupante para o sexo feminino é a conquista de sua independência em relação ao homem. Elas estão mais ativas, trabalham dentro e fora de casa, praticam ginástica e, em meio a tantas atribuições, acabam fi cando mais estressadas e se expõem aos mesmos fatores de risco que castigam o coração masculino. Muitas se apegam ao cigarro com a ilusão de se acalmar, o que não passa de ilusão,  segundo Glauco Piassi. “Na verdade, o cigarro causa mais estresse ainda”, afirma o médico. “A vida é um bem muito valioso que deve ser cuidado diariamente”, ensina. * - Nota: O estrogênio é um hormônio produzido em maior quantidade durante o período fértil da mulher, reduz a deposição de LDL (colesterol ruim) e tem função vasodilatadora. 

     
    Dr. Glauco Piassi

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