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Janeiro/Março 2020
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Saúde

Entenda mais sobre o Câncer de Mama

  • O câncer de mama é o que mais afeta a população feminina e está entre as principais causas de morte em mulheres. O dado positivo é que, se diagnosticado precocemente apresenta chances de cura superiores a 90%. E os exames preventivos são a melhor forma de se detectar problemas logo no início.

    Dra Paula Minchillo Coelho - Médica Radiologista - Estágio em Mama pelo AC Camargo e Especialização em Mama pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Título de Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
    Dra Paula Minchillo Coelho - Médica Radiologista - Estágio em Mama pelo AC Camargo e Especialização em Mama pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Título de Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

    No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, e uma das causas é que a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.

    A mamografia é o melhor meio para se diagnosticar o câncer de mama devido a sua capacidade de detectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável. Quando o diagnóstico é feito dessa forma, ainda no início da formação do tumor, as chances de cura são muito maiores.
     
    Embora a mamografia seja o principal método para rastreamento do câncer de mama, outros exames de imagem, como o ultrassom e a ressonância magnética, podem ajudar no diagnóstico da doença.
     
    O ultrassom pode ajudar a diagnosticar as alterações mamárias detectadas por um médico durante um exame físico  e para caracterizar melhor as anomalias observadas na mamografia. É importante também em mulheres que possuem a mama densa (com mais glândulas), já que permite identificar pequenos nódulos que não são visíveis na mamografia.
     
    Já a ressonância magnética é indicada para esclarecer eventuais dúvidas na mamografia e na ultrassonografia ou para identificar alterações palpáveis na mama que não tenham sido detectadas em outros exames de imagem.
     
    Entenda mais sobre o Câncer de Mama

    SÓ AS MULHERES TÊM CÂNCER DE MAMA?

     
    Não. Homens também podem ter câncer de mama, mas isso é raro (apenas 1% dos casos).
     
    EXISTEM FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DE MAMA?
     
    Alguns fatores de risco estão relacionados ao câncer de mama como, por exemplo, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, nuliparidade (nunca engravidou), primeira gestação tardia, tabagismo, etilismo e obesidade.
     
    Além disso, existem os fatores genéticos/hereditários (história familiar), que são critérios bem estabelecidos e as mulheres que têm casos de câncer de mama na família devem consultar um médico especialista para avaliação do seu risco e a conduta a ser seguida. 
     
    A presença de um ou mais desses fatores de risconão significa que a mulher terá necessariamente a doença.
    Entenda mais sobre o câncer de mama

     

     
    95% dos casos de câncer de mama têm cura se diagnosticados precocemente
    95% dos casos de câncer de mama têm cura se diagnosticados precocemente

     

    É POSSÍVEL REDUZIR O RISCO DE CÂNCER DE MAMA?
     
    Sim. Manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco de câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.
     
     
    CÂNCER DE MAMA CAUSA SINTOMAS?
     
    Geralmente, o câncer de mama não apresenta sinais ou sintomas no início. A partir do momento que começa a ser palpável, pode estar associado a um “caroço” na mama ou axilas. Também pode ser representado por áreas de abaulamentos ou retrações de pele, mudança do tamanho e formato das mamas. Pode estar ainda associado, à saída de líquido pelo mamilo.
     
    É importante ressaltar que, embora esses sintomas sejam considerados de alerta, eles não são necessariamente indicadores da existência do câncer, podendo decorrer de patologias benignas.  
     
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    QUANDO INICIAR A REALIZAÇÃO DE MAMOGRAFIAS ANUAIS?

     
    Acima das polêmicas no meio médico, há uma verdade que prevalece: a mamografia ainda é o melhor caminho para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Portanto, quanto antes melhor.
     
    A mamografia deve começar a ser feita a partir dos 40 anos, anualmente, para mulheres da população geral. Porém, para aquelas que possuem casos de câncer de mama na família, em parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha), o risco de câncer de mama pode ser maior que o da população geral. Nestes casos, a mamografia pode começar a ser feita 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentes que tiveram a doença. Por exemplo: se uma mulher descobriu um câncer de mama aos 40 anos, sua filha deve começar a fazer mamografias anualmente aos 30 anos. A mamografia, porém, não é recomendada antes dos 25 anos. Nesses casos, a indicação é a ultrassonografia.
     
    MAMOGRAFIA DÓI?
     
    A mamografia, comprovadamente, se realizada anualmente, diminui a taxa de mortalidade por câncer de mama em cerca de 25%.
    A mamografia, comprovadamente, se realizada anualmente, diminui a taxa de mortalidade por câncer de mama em cerca de 25%.

    Mamografia causa um certo desconforto, mas isso não deve impedir que a paciente realize o exame. Afinal, a mamografia é o único método capaz de detectar o câncer de mama em estágio inicial, quando o tumor ainda é pequeno, e com uma maior chance de cura.

    O ideal é que seja realizada após a menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis e doloridas à compressão realizada na Mamografia.
     
    A medicina é a ciência da vida. Em se tratando de câncer da mama, isso signifi ca continuar aplicando o que temos de melhor: o diagnóstico mais precoce, que traz a possibilidade de cura.

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