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Janeiro/Março 2020
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Saúde

Doença Renal

  • Como identificar a doença renal

    DOENÇA RENAL

     

    Os rins desempenham algumas funções de extrema importância para o correto funcionamento do organismo humano. Esses órgãos exercem, dentre outras, as funções de eliminar toxinas ou dejetos resultantes do metabolismo corporal, manter o equilíbrio hídrico do organismo, produzir hormônios que estimulam a produção de células do sangue (eritropoietina); ativar a vitamina “D”, que atua no metabolismo dos ossos; e a renina (para controle da pressão arterial), entre outros. Entretanto, diversos fatores podem prejudicar o funcionamento dos rins e causar a insuficiência renal crônica (IRC), doença responsável por uma série de complicações como infarto, acidente vascular cerebral e que, em fase mais avançada obriga o portador a fazer hemodiálise e/ou até a se submeter a transplante para sobreviver.

    Segundo o especialista André Martins Faria, integrante do grupo que atua no serviço de nefrologia da Santa Casa de Misericórdia de Passos, composto também pelos médicos João Carvalho Filho, Giovanni Henrique Verçosa e Tomas Ribeiro Carvalho, a insuficiência renal crônica ocorre quando, após sofrer algum tipo de dano, os rins passam a funcionar de forma insuficiente. Esse processo pode acontecer de forma lenta e gradual, caracterizando a doença.

    Rins

    “Durante esse processo, o organismo procura se adaptar de várias formas para sobreviver, com o doente renal podendo se manter completamente assintomático, vivendo uma vida aparentemente normal, sem sintomas”, adverte o médico. 

    A real prevalência da IRC não é totalmente conhecida pela ciência médica, mas sabe-se que cerca de 10% da população adulta tem algum grau de perda de função renal, percentual que pode aumentar para até 50% entre as pessoas acima de 65 anos de idade.

    Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão: a hipertensão arterial, o diabetes melitus, obesidade, doeças auto-imunes, tabagismo e a presença de um histórico familiar rico em doenças renais. As principais consequências da IRC são o grande aumento do risco cardiovascular, com aumento do risco de infarto agudo do miocárdio, anginas e acidentes vasculares cerebrais.

    Com a evolução para a fase terminal da doença renal crônica, que acontece quando a função renal chega a níveis mínimos, torna-se necessária a indicação de uma terapia renal substitutiva, que, dependendo do caso, pode ser a hemodiálise, a diálise peritoneal ou o transplante renal. Entretanto, em muitos casos, o doente só chega a esse estágio avançado por falta de tratamento adequado no início.

    Hoje, temos cerca de 100 mil pacientes no país em programa de diálise, sendo que a grande maioria desses pacientes foi encaminhada ao nefrologista de forma tardia, quando já não existia possibilidade de realização de qualquer forma de tratamento que pudesse diminuir a chance de desenvolvimento de uma insuficiência renal crônica terminal.

    Toda pessoa que seja portadora de algum dos fatores de risco citados (diabetes, hipertensão, idade avançada, histórico familiar) ou que apresente algum sintoma (veja no quadro a seguir) deve ser avaliada para doença renal com exames simples de sangue e urina.

    Doença renal

     

    Serviço de Nefrologia da Santa Casa de Misericórdia de Passos funciona há 30 anos.

    Equipe multidisciplinar

     

     

    Os doentes renais de Passos e região são atendidos por uma equipe multidisciplinar especializada completa. O grupo é formado por quatro médicos nefrologistas (na foto da esq. para dir.: Tomas Ribeiro Carvalho, André Martins Faria, João Carvalho Filho e Giovanni Henrique Verçosa) e vários profissionais das áreas de enfermagem, nutrição, psicologia, assistência social, terapia ocupacional, dentre outras.

    O serviço, que completou 30 anos em 2014, é prestado por meio de diversos tipos de atendimento, como consultas ambulatoriais, assistência aos pacientes internados e tratamento dialítico para aproximadamente 260 pessoas de toda a região. A média mensal de hemodiálise é de 3.200 sessões.

    Enio Modesto

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