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Janeiro/Março 2020
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Esporte e Saúde

A expansão das academias no Brasil

  • Marcelo Campos Machado
  • A expansão das academias no Brasil.

    Na hora de abrir uma empresa, tornar-se um microempresário, o brasileiro opta primeiro numa pizzaria, padaria, pet shop ou loja de bijuteria. Para isso, nem é preciso visitar a Junta Comercial, basta circular pelo centro da cidade. Nesse passeio, aliás, percebe-se que esta lista ganha atualmente mais um modelo de negócio, a academia de ginástica, negócio fitness, cada vez mais recorrente. 

    Nos últimos quatro anos, a quantidade de empreendimentos mais que dobrou no setor, saindo de 15 mil unidades, em 2010, para 30.767 neste ano. Um avanço que coloca o Brasil na vice-colocação em número de estabelecimentos no mundo, atrás apenas dos EUA, que possui 32.250 empresas, segundo dados da Associação Brasileira de Academias (Abrac) e da International Health Racquet and Sportsclub Association (IHRSA). Mas tamanho é uma coisa, faturamento é outra coisa. O Brasil representa apenas 10% do faturamento do mundo para o setor (projeção de 2,5 bilhões de dólares neste ano para uma estimativa de 22,4 bilhões de dólares nos EUA) e fica na quarta posição em número de clientes, com 7,6 milhões de matrículas.

    Ao mesmo tempo em que há expansão de academias, não há inovação das mesmas neste setor, há falta de investimento em tecnologia ou estruturas modernas para atender aos seus clientes, a maioria das academias é de pequeno e médio porte, afirma Kleber Pereira, presidente da Associação das Academias do Brasil, “os donos geralmente são profissionais da área de educação física e por isto se preocupam mais com a parte técnica e de atendimento do que na gestão do negócio”.

    Na opinião de Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil e representante brasileiro da IHRSA, o mercado deve passar por uma transformação em pouco tempo. “Eu vejo que uma consolidação é inevitável. Não tenha dúvida que o Brasil é hoje o segundo mercado em número de unidades no mundo. Mas, se for olhar a qualidade, é um problema. Montar academia virou moda, mas entrar no mercado hoje é negócio de gente grande.”

    A qualificação dos profissionais de educação física é um fator primordial para atrair novos clientes. Como em qualquer outro ramo de negócio, a pessoa que está diretamente ligada ao cliente, terá que se capacitar, estudar muito, adquirir conhecimentos das novas tendências do mercado, atualizar-se. Não basta ser apenas aquele professor que “entrega a ficha de exercícios”, tem que ir muito além, buscar os resultados que o aluno necessita, orientar a melhor forma de adquirir uma vida saudável, ou seja, inovar a sua aula.

    Comece hoje mesmo a praticar atividade física, procure uma academia moderna, procure um profissional de educação física, seu corpo agradece.

    por Marcelo Campos Machado

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