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Janeiro/Março 2020
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Turismo

Oportunidade de fazer turismo durante estágio internacional

  • O intercâmbio de trabalho é uma boa oportunidade para universitários conhecerem melhor sua futura profissão num país mais desenvolvido; nos dias de lazer dá até para fazer turismo.

    Ao lado: Os universitários Renan Meirelles, de Cruzília/MG e Ciro Conte, de Passos/MG na lavoura de soja. Abaixo: O estudante de agronomia Ciro praticando transporte de silagem.
    Ao lado: Os universitários Renan Meirelles, de Cruzília/MG e Ciro Conte, de Passos/MG na lavoura de soja. Abaixo: O estudante de agronomia Ciro praticando transporte de silagem.

     

    No âmbito internacional, dentre os diversos tipos de turismo, o científico é um dos que mais proporciona ao visitante as melhores condições para conhecer a cultura de um povo. Durante o período dedicado a estudos, o tempo livre pode ser aproveitado para visitas a bares, restaurantes, shopping centers, assistir a shows e até fazer viagens para outras cidades e estados. Isso é o que fez o estudante de agronomia Ciro Lemos Bárbara Conte, passense de 25 anos, que por três meses e meio fez um estágio, por meio de intercâmbio, nos Estados Unidos, onde aprendeu para sua profissão e para a vida.

    “Resgatamos valores de família e amizade que em alguns momentos passam despercebidos e na verdade são muito importantes. Conseguimos aguentar a saudade e saber que nossos limites estão muito além do que imaginávamos”, diz o estudante, que se forma em julho, pela Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Lavras.
    Ciro Conte – junto com seu colega Renan Junqueira Meirelles, de Cruzília (MG) – fez o intercâmbio numa fazenda de gado leiteiro, numa pequena cidade chamada Winnebago, Estado de Illinois, entre julho e outubro de 2010. Lá, ele ficou hospedado na própria fazenda, na casa da sogra de seu patrão. Apesar das dificuldades naturais com o idioma, o passense teve uma estadia tranquila com a família norte-americana. Segundo ele, os americanos da zona rural são como os moradores do interior brasileiro: desconfiados, apegados à família e muito trabalhadores.

    “A hospitalidade é excelente, porém não dá tempo para fazer cerimônia, você tem que se sentir em casa desde o primeiro dia. O nosso café da manhã era normal. Comíamos pão, presunto, queijo, manteiga, leite, iogurte e frutas. O nosso almoço era complicado, quase todos os dias comíamos batata, carne e legumes ou fast food. Não tínhamos café da tarde. No jantar, um misto quente ou um McDonald´s”, conta o estudante.

     

    O estágio na fazenda norte-americana - trabalho duro todo dia.
    O estágio na fazenda norte-americana - trabalho duro todo dia.

    Diferenças básicas

    Se a hospitalidade não difere do Brasil, o mesmo não se pode dizer sobre o ambiente rural nos Estados Unidos. As estradas são asfaltadas até próximo das fazendas, o maquinário de moderna tecnologia está presente na maioria das propriedades produtoras de leite – incluindo as pequenas fazendas -, o gado tem genética mais avançada e, no aspecto negativo, até as deficiências nos nutrientes do solo e os tipos de pragas são diferentes dos exemplares encontrados no Brasil.
    Ciro Conte explica que o intercâmbio foi muito importante e que o aprendizado será aproveitado profissional e pessoalmente. “Nos abriu muitas portas depois que voltamos ao país. Aconselhamos a todos que queiram ir, que não desistam dessa ideia e aproveitem ao máximo sua estadia, como nós fizemos”, observa o estudante.
    Por residirem em uma fazenda, naturalmente, Ciro e Renan passavam a maior parte do tempo com a família de seu patrão, mas eles conseguiram fazer amizades em Winnebago, onde foram a restaurantes, bares, shopping centers, lojas, parques, shows, exposições, festas e comemorações de datas especiais. Tudo isso, no interior norte-americano.
    “As nossas horas de lazer eram um pouco corridas, pois trabalhávamos todos os dias. Sinceramente não sei como deu para conhecer tanta coisa, tendo que falar com a família, descansar e passear nas horas vagas. Uma das coisas boas que fazíamos era sentar e assistir a uma boa partida de futebol americano com o Albert, nosso host (anfitrião)”, recorda Ciro.

     

    Aproveitando o tempo

    Ciro fazendo limpeza em barracão; carga horária de até 13 horas.
    Ciro fazendo limpeza em barracão; carga horária de até 13 horas.

    Além da convivência local, os dois tiraram uma semana para conhecer outros estados e cidades norte-americanas: Massachussets, Rhode Island, Nova Iorque, Vermont, Wisconsin. Para estudo, eles visitaram também fazendas de leite nos estados de Indiana, Illinois e Wisconsin.
    Àqueles que desejam experiência semelhante, Ciro Conte dá algumas dicas, como o domínio do inglês (se esta for a língua local), se preparar para trabalhar até 13 horas por dia e conhecer a área em que pretende fazer o estágio. E, muito importante: “Não deixe sua cabeça no Brasil, pois um ano irá demorar uma eternidade. Trabalhe muito, seja sincero, saiba falar não sei e não entendi que você manterá a confiança já existente do seu patrão, confiança essa que pode se desfazer com apenas um ato”, ressalta.

    O estudante de agronomia Ciro praticando transporte de silagem.
    Ciro (à esq.) e Renan em campo de alfafa.
    Ciro fazendo limpeza em barracão; carga horária de até 13 horas.
    O estágio na fazenda norte-americana - trabalho duro todo dia.
    Os universitários Renan Meirelles, de Cruzília/MG e Ciro Conte, de Passos - MG na lavoura de soja.
    Renan e Ciro no barracão de ordenha em forma de carrossel.
    O estudante de agronomia Ciro praticando transporte de silagem.
    Ciro (à esq.) e Renan em campo de alfafa.
    Ciro fazendo limpeza em barracão; carga horária de até 13 horas.
    O estágio na fazenda norte-americana - trabalho duro todo dia.
    Os universitários Renan Meirelles, de Cruzília/MG e Ciro Conte, de Passos - MG na lavoura de soja.
    Renan e Ciro no barracão de ordenha em forma de carrossel.

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