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Janeiro/Março 2020
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Turismo

Sol, areias brancas e... água doce

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    Lago Verde, uma das principais praias de Ater do Chão - ponto de encontro de moradores e turistas.
    Lago Verde, uma das principais praias de Ater do Chão - ponto de encontro de moradores e turistas.

     

    O empresário passense da comunicação Dalton Teixeira Filho, nas merecidas férias de janeiro, foi buscar sombra e água fresca na exótica natureza do Pará. O lugar escolhido foi Ater do Chão, Distrito de Santarém, banhado pelas águas do rio Tapajós com extensas praias de areias brancas. Um pequeno paraíso com direito ao puro ar da Floresta Amazônica.  Descoberto por hippies, o local é ponto de encontro de europeus e também conhecido como “Caribe Amazônico”.

    Dalton Teixeira Filho - momento relax em Ater do Chão.
    Dalton Teixeira Filho - momento relax em Ater do Chão.

    Apesar da maratona para se chegar a Ater do Chão, a beleza do local faz esquecer a distância. Dalton seguiu de avião até Brasília, onde se encontrou com amigos. Do Distrito Federal seguiram de avião até Santarém, de onde concluíram o roteiro por terra- cerca de 50 minutos de carro- até Ater do Chão. O Distrito que teve colonização portuguesa tem cerca de 4 mil habitantes e já viveu momentos importantes na sua história, quando foi entreposto de lenha usada nas embarcações e durante o ciclo da borracha. Hoje o turismo é um dos pontos fortes da sua economia.

    Cercado pela natureza da Floresta Amazônica com grande extensão de praias de água doce, formada pelas águas do rio Tapajós, a beleza e a tranquilidade do local atrai muitos turistas da Europa, entre eles franceses, alemães e ingleses.  A comida típica tem o peixe nos seus principais pratos.  Um dos grandes atrativos para os visitantes é reviver costumes do interior do país, hoje já esquecidos em muitos lugares, como o reencontrar amigos na pracinha do vilarejo, à noite, para jogar “conversa fora”.  O roteiro noturno é concluído com uma boa caminhada para curtir o luar. A proibição do uso de veículos na extensão da praia garante a tranquilidade e o relax total.

    Pôr do Sol no Pará, momento de êxtase.
    Pôr do Sol no Pará, momento de êxtase.

    Em janeiro, a festa típica no Distrito são as quermesses, ponto de encontro de turistas e moradores.

    Em setembro acontece o Sairé, festa que retrata o folclore sobre a lenda do boto. Nesse período a população se multiplica. A festa, nos moldes de Parintins, com desfiles, shows e o confronto entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa é carregada de uma mistura da cultura popular com a religiosidade.

    O clima quente e úmido do Pará atrai a população para as praias do Cururu, Lago Verde e Ponta da Pedra, onde se pode curtir a natureza e o sol em bares montados na beirinha do lago. As praias de areias brancas, água límpida e ar puro fazem do local um pequeno paraíso. Nos momentos entre um mergulho e outro é bom degustar um Tucunaré na manteiga ou um Tambaqui na brasa. Com tanta água, o uso de barcos se torna inevitável. Os de tipo canoa são conhecidos como catraia.  Os passeios entre uma praia e outra pode ser feito nas catraias ou em embarcações maiores, que também circulam pelos rios.  A dica é fazer a travessia no final da tarde para apreciar os botos. A grande extensão de areia garante a limpeza das águas. À noite, na pracinha do vilarejo, o momento é de se deliciar com o caldo de mandioca brava, tucupi ou mesmo um açaí.

    Além da praia, passeios entre Igarapés são roteiros para os visitantes de Ater do Chão. O encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas também é apreciado pelos turistas, pelas suas características: a verde esmeralda do Tapajós com a barrenta do Amazonas.

    As catraias (canoas) que percorrem o rio Tapajós.
    As catraias (canoas) que percorrem o rio Tapajós.

    A população - seus primeiros habitantes foram os índios da tribo Borari – tem influência da colonização portuguesa, tanto que tem homônimo em Portugal. Essa influência está registrada no artesanato e nos costumes da população. Segundo Dalton, o vilarejo oferece um bom hotel e pousadas interessantes, bons restaurantes como o Tribal e o Navegantes, a cerveja “Cerpa Gold” que é produzida no Estado do Pará. “Ater do Chão é lindo. Um bom local para nos desligarmos do urbano e recarregarmos as energias junto à natureza da Amazônia e a sua diversa cultura”, afirmou Dalton. Ainda segundo o publicitário, este é um dos paraísos perdidos do Brasil. “Com a extensão do país temos este e muitos outros lugares lindíssimos. Escolher roteiros diferenciados para curtir as férias é uma das maneiras de conhecermos a diversidade da nossa cultura, que é rica, linda e exótica”, declarou.

     

    Sairé

    A tradicional festa acontece há mais de 300 anos, conforme registros da comunidade. É a mais antiga manifestação cultural da Amazônia. Está ligada a evangelização dos padres jesuítas quando envolviam a música e a dança para a catequização dos índios. A festa acontece em setembro com ritual religioso e a parte profana tem shows, desfiles e danças típicas, quando acontece o confronto dos botos Tucuxi e Cor de Rosa, ponto alto da festa – comparada à de Parintins.

     

    Boto

    Diz a lenda que ao cair da noite na Amazônia, o boto cor de rosa deixa os rios e transforma-se em um lindo e sedutor rapaz, que sai em busca de uma garota para namorar. Além de galante e sedutor, o boto dança como ninguém e enfeitiça as meninas indefesas. De madrugada, o namorador volta para o rio, onde se transforma de novo em boto. Essa é uma lenda contada na floresta amazônica para explicar por que tantas meninas têm filhos sem pai: são todos filhos do boto.

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