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Maio de 2010

O sonho virou realidade - ed. 61 - maio/2010

Apesar do forte calor na manhã do dia 26, a inauguração reuniu centenas de pessoas dos municípios de Passos e do Glória, bem como a presença de autoridades do Governo Estadual, Federal e Municipal da região. “Há dois anos, para a incredulidade de alguns, disse que atravessaria esse rio a pé, passando pela ponte. Que bom que pude fazer isso não solitariamente, mas acompanhado de tantos amigos.

Essa obra é de todos, que ao longo dos anos trabalharam por ela”, disse Aécio Neves durante cerimônia oficial.

A última travessia de balsa que por muitos anos fez parte da história de vida de tantas pessoas e a ponte recém-inaugurada.
A última travessia de balsa que por muitos anos fez parte da história de vida de tantas pessoas e a ponte recém-inaugurada.

Moradores do Glória, como a cidade é carinhosamente conhecida, exaltaram os benefícios financeiros e de tempo, com a diminuição de horas para o escoamento da produção. Para aqueles que moram no município e trabalham em Passos, a ponte facilita o acesso e diminui o tempo da viagem. Na somatória dos benefícios melhora a qualidade de vida dos glorienses.

A Ponte

A construtora M. Martins Engenharia iniciou a construção no final de 2008. A obra foi orçada em R$ 28.994.963,19 para os 560 metros de comprimento, 10 metros de largura e 2 metros de passarela para a travessia de pedestres. Entre a ponte e a água há uma distância de 13 metros, a altura que possibilita o transporte fluvial no Rio Grande.

O acesso a São João Batista do Glória era feito por duas balsas que chegavam a transportar mais de 30 mil veículos por mês. A Ponte de Integração está entre as 12 maiores pontes de Minas Gerais.

O nome de Tristão da Cunha é uma homenagem àquele que foi deputado estadual, federal, Secretário de Estado do Governo Mineiro, advogado, professor e, também, avô paterno do exgovernador Aécio Neves.

O município

O Glória está localizado às margens do Rio Grande, próximo à Usina Hidrelétrica de Furnas. A cidade surgiu há quase dois séculos, com a construção de uma capela dedicada a São João Batista, em terras doadas pela família Goulart, fundadora do povoado. O nome oficial foi adotado em 1911. A emancipação política aconteceu em 1949.

A travessia entre os municípios, antes da construção da Hidrelétrica Mascarenhas de Morais, também conhecida como Usina de Peixoto – que inundou terras do município – era de um trecho pequeno, de pouca profundidade, do Rio Grande. Com a construção da hidrelétrica e a formação do Lago a extensão aumentou e a travessia passou a ser realizada através de balsas.

Apesar do sonho da população sobre a construção da ponte, os glorienses passarão a conviver com uma nova realidade pela facilidade de acesso ao município. A expansão imobiliária, por exemplo, o valor de um lote saltou de R$ 7 mil para R$ 30 mil. Segundo um dos historiadores da cidade, Zoroastro De Simoni, a ponte trará muitos benefícios, mas trará também outros problemas que deverão ser trabalhados pela administração e população.

Apesar dos poucos dias da inauguração, Zoroastro disse sentir saudades das balsas. “Quando atravesso a ponte, me sinto distante da água. Para matar saudades, só fazendo a travessia de balsas em Delfinópolis”, concluiu.

Com a nova facilidade de acesso, moradores da região têm escolhido o Glória como local para diversão nos finais de semana. Na Cantina Mineira, por exemplo, o movimento aumentou. Ainda sem parâmetros para avaliação, esperam que o movimento não seja momentâneo, mas que o município seja escolhido para momentos de lazer e diversão.

O sonho virou realidade - ed. 61 - maio/2010

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