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Junho de 2014

A saga dos 150 anos da Santa Casa de Passos

Santa Casa, recém-construída, em 1905 onde funciona até hoje. Na época a beleza de sua fachada causou grande admiração de todos.
Santa Casa, recém-construída, em 1905 onde funciona até hoje. Na época a beleza de sua fachada causou grande admiração de todos.

O paciente de 1865, que um dia passou pela Santa Casa de Passos, naturalmente tem um ponto em comum com os de nossos dias: as mesmas dores e angústias advindas da doença. Se naquela época, ele recebia o atendimento de nossos médicos e enfermeiras e a humanidade de nossas “Irmãzinhas” (freiras da Congregação Divina Providência e posteriormente, Irmãzinhas da Imaculada Conceição), hoje os tempos são outros, mas com um mesmo gene social e afetivo. Atualmente, nossos pacientes ‘recebem’ centenas de médicos em especialidades diversas, equipamentos com tecnologia moderna e avançada, além de uma equipe multiprofissional que possa dar a eles resposta para as doenças. E ainda recebem a atenção das poucas Irmãzinhas da Santa Casa que se juntam a voluntários para um trabalho de humanização na Pastoral da Saúde.

“Um ponto que muito nos importa é refletir sobre a missão de sermos bons e humanos na nossa lida de cada dia. Porque mesmo com a evolução tecnológica do mundo moderno, a saúde na Santa Casa busca incansavelmente a humanização, da mesma forma quando de sua fundação”, compara o provedor da Santa Casa de Passos, Dr. Vivaldo Soares Neto.

Desenho original do grande arquiteto Ramos de Azevedo, autor do projeto da construção da Santa Casa de Passos. Autor de outras importantes obras, como Teatro Municipal de SP, Mercado Municipal de SP e Pinacoteca de SP, dentre outras. Ramos de Azevedo era um dos mais conceituados e procurados arquitetos do país.
Desenho original do grande arquiteto Ramos de Azevedo, autor do projeto da construção da Santa Casa de Passos. Autor de outras importantes obras, como Teatro Municipal de SP, Mercado Municipal de SP e Pinacoteca de SP, dentre outras. Ramos de Azevedo era um dos mais conceituados e procurados arquitetos do país.

Entretanto, seria um contrassenso não reconhecermos a evolução da Santa Casa na trajetória do tempo. Injusto também se não déssemos a ela o valor verdadeiro, fruto de um trabalho obstinado em prol da saúde de Passos e de nossa região. Trabalho que tem a marca do reconhecimento que se dá pela credibilidade.

“O que achamos fundamental é olhar para trás para ver a grandeza do que fora construído pelos nossos antepassados. Assim sendo, enxergamos uma Santa Casa sempre predestinada a acolher e dar esperança na hora da dor. Isso ela tem como missão – seguir os princípios da misericórdia. Isso nos torna mais confiantes. Temos um legado que nos orgulha”, detalha o presidente do Conselho Superior da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Passos, Dr. Wellington Venâncio Andrade.

Assim, passando os olhos, ano após ano, década após década, temos um século e meio (a ser completados em 8 de novembro próximo), que compõem o trabalho de muitos que teceram essa história. Quantos nomes teriam? Quantas vidas que, como num sacerdócio, se dedicaram com afeição, à nossa Santa Casa?

Então, agora, que abrimos as páginas da História desses 150 anos da Santa Casa - 1864-2014 - voltamos também, um pouco que seja, para lembrarmos e sermos gratos àqueles que um dia, cuidaram com generosidade, desse nosso patrimônio da saúde. Aqueles que, como todos nós, acreditaram que não há bem maior que a saúde e a vida do próximo.

O passado

Ao completar 150 anos no próximo novembro – quando de seu “Projeto de Compromisso da Irmandade”, a Santa Casa tem um olhar para a sua história e sua missão de pioneirismo, na busca de ir à frente, para resolver as questões de saúde que afl igem a comunidade de Passos e região vizinha (essa foi a sua visão, quando fundada em 1864). Fiel ao legado deixado por Jerônimo Pereira de Mello e Souza – o Barão de Passos – fundador e provedor perpétuo do hospital, – a Santa Casa sabe que tem, a cada dia, a responsabilidade de cuidar de vidas e, para isso, buscar formas que possam dar soluções mais efi cazes, prevenção e um atendimento mais generoso e humano.

Barão de Passos.
Barão de Passos.

O Barão

Voltemos um pouco ao legado de Barão de Passos para entender a história e a missão da Santa Casa de Misericórdia de Passos. Barão de Passos não era de Passos. Ele veio de Lavras do Funil para Santa Rita de Cássia, onde residia antes de mudar para Passos. Devido a sua liderança e ao seu carisma tornou-se logo uma espécie de “passense de adoção”, sobretudo por ter se identificado com muitas coisas de nossa Vila – como era até então. Dinâmico e empreendedor, Barão de Passos tem passagens decisivas na História de Passos. Só para exemplificar. A construção da Igreja da Matriz e da Escola São José, que posteriormente se transformou no CIC, são algumas das obras que a cidade deve a ele.

Entretanto, a vocação humanística e visionária de Barão de Passos manifestou-se mesmo, quando em julho de 1859 surgira na Freguesia do Carmo do Rio Claro que pertencia a Passos, o surto de “bexigas” ou “peste das cataporas” que assolou a região entre 1859 e 1863. A gravidade da epidemia levou as lideranças da cidade a se mobilizarem e aí à frente estava a presença marcante e determinada de Barão de Passos. Portanto, a Santa Casa começou assim, como hospital regional, uma vez que não havia na região qualquer outra casa de saúde.

Segundo os registros de nossa História, (encontrados no álbum de Elpídio Vasconcellos, edição de 1920), em 16 de outubro de 1861, a Assembleia Provincial de Minas Gerais sancionou a Lei nº 1115, criando um Hospital de Caridade em Passos. A iniciativa era exatamente de Jerônimo Pereira de Mello e Souza que usou de sua influência para pressionar os Deputados Provinciais. A Lei estabelecia condições em seu artigo 3º:

Primeiro prédio onde funcionou a Santa Casa (1865-1904), hoje E. M. Profa. Francina de Andrade.
Primeiro prédio onde funcionou a Santa Casa (1865-1904), hoje E. M. Profª Francina de Andrade.

“O dispositivo na presente Lei, só terá efeito, depois que o cidadão Jerônimo Pereira de Mello e Souza tiver realizado sua promessa de doar um edifício adotado aos fins da Instituição, e com os precisos móveis e utensílios no valor de doze contos de réis e bem assim dotar o estabelecimento com um fundo de oito contos de réis que serão postos a prêmio em benefício da Casa.”

Em Passos, a Irmandade se organizou em torno de um “Projeto de Compromisso” (uma espécie de certidão de nascimento) elaborado em 1864. A irmandade, vinculada ao culto de Nossa Senhora das Dores, a quem teve seu nome ligado, mereceu aprovação eclesiástica através da Provisão do Bispo de São Paulo, D. Sebastião Pinto do Rego, datado de 8 de novembro de 1864.

A Santa Casa foi instalada no sobrado residencial (onde hoje é a Escola Municipal Profª Francina de Andrade) que ficava na Rua das Flores, esquina do Beco do Padre Cintra (hoje rua Coronel Neca Medeiros, esquina com Tv. Mons. João Pedro). O hospital foi inaugurado em 16 de abril de 1865, já então denominado Santa Casa de Misericórdia de Passos.

A visão do Barão de Passos, ao dar início à construção da Santa Casa, seis anos depois que o município passense fora emancipado, não poderia ser mais larga. Afinal, comércio, gado, lavoura, água e montanha havia em muitos lugares, pequenas cidades que despontavam aqui e ali. Mas em Passos havia o diferencial de um hospital que poderia socorrer, nos seus momentos mais difíceis, aqueles que ficavam doentes. Fica então, evidenciado, que a Santa Casa acompanha o crescimento da cidade desde a emancipação.

No tempo dos “mordomos” A Irmandade (formada por pessoas gradas da sociedade) era a Instituição que mantinha a Santa Casa, na época de sua criação. Sua primeira fonte de recursos foi a boa doação do casal Mello e Souza no valor de vinte contos de réis, dos quais doze representavam o valor do edifício e instalações e os oito restantes em dinheiro que deveria ser aplicado em “apólices da dívida pública” ou outra forma de aplicação servindo os juros ou a “renda” para o custeio do hospital. Eram valores altíssimos para a época. Mas as rendas eram suficientes para o custeio do funcionamento do hospital.

Por isto, além das esmolas e donativos eventuais, o Compromisso previa um sistema para gerar rendimentos: a contribuição dos Irmãos, muito semelhante ao sistema de sócio “contribuinte”, com pagamento de “joia” e “anuidades”; e o sistema dos Mordomos. Durante o mês de sua Mordomia, o mordomo deveria sair (ou mandar sair) com a Bolsa da Misericórdia todos os domingos, recolhendo esmolas. Ou remeter do próprio bolso um donativo que não poderia ser menos que 2.500 réis.

O sistema de Mordomia acabou sustentando rigorosamente toda a despesa de funcionamento da Santa Casa de Passos, especialmente entre 1883 e 1905, ano em que foi inaugurado o novo edifício, iniciando também uma nova fase da própria instituição. Sabe-se, também, que na maioria destes anos de crise, os medicamentos utilizados na Santa Casa foram doados gratuitamente pelo Tenente Vasconcelos (Joaquim Rodrigues Vasconcelos). Se isso foi suficiente até o início do século XX, as mudanças do conjunto da sociedade e o aumento da população foram tornando essas formas de manutenção inviáveis. Para se ter uma ideia, no relatório de 1899 consta a internação de 159 pacientes no ano anterior. O relatório de 1917 dá conta de 347 internações. Hoje, são realizadas em torno de 17 mil por ano, com tratamentos sofisticados e custos hospitalares elevados.

As Irmãzinhas na Santa Casa.
As Irmãzinhas na Santa Casa.

As Irmãzinhas na Santa Casa

As Irmãs da Divina Providência eram as administradoras e gestoras do hospital até o ano de 1917, quando foram substituídas pelas Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuja fundadora foi Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a Santa Paulina, que esteve por três vezes em visita à Santa Casa de Passos.

A Congregação entregou a administração do hospital, em 1969, e o gerenciamento dos serviços de enfermagem, em 1972. Hoje elas são três Irmãs - Verônica, Teresa e Maria das Dores - que desempenham um papel fundamental no Departamento de Assistência Religiosa, além de colaborarem na Humanização Hospitalar e serem membros atuantes e dedicadas à Pastoral da Saúde.

Fachada da Santa Casa em 1905.

1905: o novo hospital

Com certeza, muita gente não sabe, mas a Santa Casa de Passos teve as mãos do grande arquiteto brasileiro, Francisco de Paula Ramos de Azevedo, para o projeto arquitetônico do prédio inaugurado em 1905 – onde até hoje funciona a instituição.

“É preciso retroceder no tempo para compreender a grandiosidade do projeto original da Santa Casa de Misericórdia de Passos. Temos que imaginar que estávamos na virada do século XIX para o século XX, numa cidadezinha do interior de Minas Gerais, de características predominantemente rurais”, pondera o arquiteto Ivan Andrade Vasconcellos.

E se orgulha: “nesse contexto, imagine a ousadia que foi entregar o projeto para um dos mais conceituados e procurados escritórios de arquitetura do país. Formado na Bélgica em 1878, o arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, acabara de projetar e construir importantes edifícios públicos em São Paulo, como as Secretarias de Estado, o Mercado Municipal, o Palácio das Indústrias, a Escola Politécnica e o Liceu de Artes e Ofícios, hoje Pinacoteca do Estado.”

Some-se a isso, segundo acrescenta, “a grandiosidade do projeto, tanto em termos de amplitude física - fazendo-o sobressair-se nas fotos panorâmicas da cidade - quanto em termos conceituais”. Conforme Ivan, “em oposição à tradicional solução em bloco, o projeto adotou uma solução pavilhonar que se consagrava naquele momento na Europa; ocupando o terreno de modo a criar vazios ocupados por jardins, potencializava a salubridade da edificação melhorando a iluminação e ventilação naturais, reforçadas por janelas amplas e tetos altos. Além disso permitia a setorização do hospital, separando os pacientes por sexo e tipo de enfermidade, resultando numa grande melhoria na recuperação e redução de taxas de mortalidade.”

Ele conta que há alguns anos foi encontrado um desenho original da fachada da Santa Casa, executado em aquarela com uma riqueza de detalhes tão grande que permitiu a restauração, com grande precisão, da forma original de vários elementos, como por exemplo a porta principal e o pórtico de entrada.

“Passos precisa se orgulhar de poder dizer que guarda uma obra do grande arquiteto Ramos de Azevedo”, finaliza o arquiteto Ivan Andrade Vasconcellos.

Fachada atual revitalizada em 2004 segundo o projeto do arquiteto Ivan Andrade Vasconcellos.
Fachada atual revitalizada em 2004 segundo o projeto do arquiteto Ivan Andrade Vasconcellos.

O presente

Com que sentimento celebrar os 150 anos da Santa Casa de Misericórdia de Passos, senão o de alegria? Alegria de sobra, por motivos que merecem comemoração, afinal a instituição chega a esse século e meio de existência com muitos registros históricos importantes: passou por epidemias, testemunhou tragédias, mas, sobretudo, foi reverenciada com títulos de grandeza, conquistas valiosas, frutos de grandes desafios. E o mais gratificante: tem a credibilidade e confiança da comunidade de Passos e de nossa região que contabiliza um universo de 500 mil habitantes nos 26 municípios que atende.

“A Santa Casa tem uma espécie de aura mágica. É uma instituição acolhida por toda a comunidade como um patrimônio seu, com grande valor afetivo. Analisando sua história nesses 150 anos, percebemos que há a cristalização de uma solidariedade coletiva em todas as épocas. Com certeza, a Santa Casa é da comunidade e para a comunidade”, destaca o provedor, Dr. Vivaldo.

A Santa Casa de Passos - um hospital filantrópico, autossustentável, com alta resolução clínica e cirúrgica que promove a saúde no âmbito regional - chega aos preparativos de seus 150 anos, como hospital pólo, referência regional de urgência e emergência e Hospital Polivalente que prevê atendimentos de urgência em doenças cardiovasculares, neurológicas e traumas. É também Hospital Amigo da Criança, título concedido pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas) e Ministério da Saúde, graças ao Programa Materno-Infantil (Promai), cujo carro-chefe são as ações dirigidas para o atendimento integral da mulher e do binômio, mãe e filho, com incentivo ao aleitamento materno.

De outros valores e créditos se fazem também as conquistas da Santa Casa de Passos: possui Centro de Diagnóstico de alta resolução, além de sua unidade, o Hospital Regional do Câncer de Passos que atende pacientes de 52 municípios vizinhos.

Uma conquista recente, importante para Passos e região, foi a inauguração do Instituto Cardiovascular “Dr. Flávio Ribeiro Campos”, em julho de 2012. Aliado ao equipamento de hemodinâmica, o hospital investiu numa estrutura com toda a adequação necessária inclusive com uma UTI coronariana. Sem dúvida, o Instituto passou a proporcionar melhor diagnóstico e atendimento de urgência e emergência cardíaca e ainda: todos os procedimentos da cardiologia passaram a ser realizados, como o cateterismo e angioplastia (desobstrução das artérias), implantes de marca-passo, cirurgias cardiovasculares, como revascularização miocárdica e vários outros procedimentos das doenças arteriais, neurovasculares, entre outras.

Um grande feito do Instituto foi a realização da 1ª cirurgia cardíaca infantil, em Passos, e a 1ª de toda a região, em junho de 2013. Com essa cirurgia, Passos torna-se pioneira em toda região, buscando resolubilidade de uma patologia com grande incidência no Brasil, uma vez que cerca de 50 mil crianças em todo o país estão à espera dessa cirurgia. Mais um passo na evolução dos trabalhos executados ao longo desses 150 anos que colocam a Santa Casa de Passos no patamar dos hospitais brasileiros com alta resolução.

Raio X da Santa Casa

Segundo o Diretor Administrativo, Daniel Porto Soares, a Santa Casa conta com cerca de 1.500 funcionários e 190 médicos de diversas especialidades médicas, além de uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogas, bioquímicos, biomédicos, entre outros.

Ao ano, a instituição contabiliza cerca de 17 mil internações, 380 mil atendimentos ambulatoriais e oito mil cirurgias, sendo 80% deles provenientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Para tanto, o hospital conta com uma infraestrutura de aproximadamente 20 mil metros quadrados, com 279 leitos adultos e infantis, incluindo as Unidades de Tratamento Intensivo.

Ligada ao desenvolvimento tecnológico, a Santa Casa possui atualmente uma estrutura comparada a um hospital de qualquer grande centro urbano.

Hospital Acreditado

No último mês de março, a Santa Casa recebeu uma das mais importantes notícias de sua História: recebeu o título de Hospital Acreditado Nível 3 – o de Excelência – pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Em 10 de junho último, na Câmara Municipal de Passos, a Santa Casa recebeu pelas mãos do CEO (Chief Executive Officer) do IQG (Health Services Acreditation – com sede em São Paulo), Dr. Rubens José Covello, o Certificado que confere a ela esse nível de Acreditação, cumprindo assim todos os níveis de Acreditação existentes no Brasil.

Importante lembrar que a Santa Casa de Passos foi a primeira das 454 Santas Casas do Brasil a receber o título de Acreditação Nível 1 (em 2007) e também o de Nível 2 (em 2010).

As mãos da comunidade

Desde o início de sua fundação, a História da Santa Casa é regida pela batuta da comunidade, presente em todos os momentos decisivos de seus investimentos e desafios, através de campanhas e ações em benefício da instituição.

“Essa união e confiança de nossa gente nos dá sinal verde para a realização de nossos sonhos e metas, ao nosso compromisso de ter um trabalho de qualidade, com tecnologias modernas e avançadas, capacitação e atualização permanentes de nossos médicos e demais profissionais, tornando nossa Santa Casa e HRC referência àqueles pacientes que aqui chegam”, avalia o diretor administrativo, Daniel Porto Soares.

O futuro

Se o presente é fonte inesgotável de investimentos e buscas de melhorias constantes, o futuro, mesmo o de longo prazo, nos é pertinente, ao pensar nas novas gerações que virão.

Em dezembro de 2012, - em parceria com a Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP), - a Santa Casa lançou o projeto, a Cidade do Saber e da Saúde.

“Em nossa Cidade futura, projetamos uma saúde que propiciará a toda região um atendimento de excelência, com uma nova estrutura física necessária para o atendimento hospitalar”, explica o provedor da Santa Casa, Dr. Vivaldo. Embora o HRC esteja passando por uma ampliação, a Santa Casa sabe que ele se encontrará pequeno em alguns anos devido à grande incidência da doença. “A expansão de nossos serviços na Cidade da Saúde nos faz vislumbrar maiores perspectivas. Além do Hospital do Câncer, outras unidades assistenciais integradas como a cardiologia, reabilitação física, oftalmologia e hospital geral serão pensadas num primeiro momento para fazer parte do novo complexo hospitalar da Cidade da Saúde, projetada para o futuro”, otimiza o diretor administrativo, Daniel Porto Soares.

“Acima de tudo, nosso norte será sempre o atendimento realizado com humanização, um de nossos pilares que também se edificará na nova Cidade da Saúde.

Entretanto, pensando num todo, na Santa Casa em seu vasto universo, nosso desejo é e será sempre o de acolher o doente com humanidade e carinho, olhar para ele com o objetivo de confortá-lo em suas dores e tratá-lo dentro dos princípios técnico-humanísticos, o que será para nós, permanentemente, fonte de alegria: essa será sempre a nossa maior missão e o melhor sentimento para comemorar os 150 anos de nossa Santa Casa”, arremata o provedor Dr. Vivaldo Soares Neto.

Arlete Porto Soares

Os Provedores da Santa Casa de Misericórdia de Passos.

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