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Junho de 2013

Bianca Rinaldi ´Sou movida a desafios`

Bianca já fez novelas, filmes e peças de teatro.
Bianca já fez novelas, filmes e peças de teatro.

A atriz, apresentadora e ativista social Bianca Rinaldi concedeu entrevista à Foco – via e-mail – falando um pouco da sua vida de atriz e do instituto que montou para ajudar pessoas com doenças genéticas raras. Ela diz que seu desejo de ser atriz surgiu após completar cinco anos como Paquita da Xuxa. Bianca reconhece que há interpretações que exigem mais elaboração que outras, mas não se intimida com nenhum papel. “Sou movida a desafios”, frisa a atriz, que já fez vários trabalhos para as grandes redes de televisão, para o cinema e para o teatro. Para a atriz, “brincar de vários personagens” faz parte do seu trabalho.
 

FOCO – Atriz, apresentadora e ativista social... Como é conciliar tantas atividades com a educação de filhas gêmeas (Sofia e Beatriz)?

Bianca – Com a ajuda do meu super marido, tudo fica mais fácil. E muuuuita organização.

FOCO – Sua carreira tem sido marcada por muitos trabalhos na TV (Globo, SBT e Record), no teatro e no cinema. Quando e como surgiu a vontade de ser atriz?

Bianca – Ao final dos meus 05 anos como Paquita. Sempre gostei de novelas, filmes e teatro. Já estava no meio artístico e queria continuar. Meu desejo era mexer com a emoção das pessoas. Me identifiquei com a interpretação. Dediquei-me e aqui estou.

FOCO – Embora muitos vejam apenas o glamour em torno da profissão, sabe-se que os atores trabalham muito, dedicando boa parte do tempo para as gravações. Para você, esse é o “osso do ofício”?

Bianca – De jeito nenhum! É o meu trabalho, amo o que faço e faço feliz, com total dedicação e muito amor.

FOCO – Como é lidar com o assédio de fãs, assédio este que vem na esteira do sucesso de cada personagem?

Bianca – Me dou muito bem com os fãs, os meus, são pessoas muito queridas e que me respeitam muito. Sempre falo com eles pelo twitter, pelo meu site, meu facebook. Me divirto! Fora que eles me ajudam muito na divulgação do meu Instituto “Eu Quero Viver”. Amo meus fãs!

FOCO – Há interpretações mais complicadas que outras? Se sim, quais exemplos e como superou tal problema?

Bianca – Sim, com certeza, mas para mim, não há nenhum problema em interpretações mais elaboradas. Há sim o desafio em conseguir realizá-las. Conseguir dar o tom que o autor e o diretor pedem, agir com naturalidade dentro da personagem. Sou movida a desafios. Faz parte do meu trabalho brincar de vários personagens.

Atriz criou o Instituto “EU QUERO VIVER” para ajudar pessoas com doença rara.
Atriz criou o Instituto “EU QUERO VIVER” para ajudar pessoas com doença rara.

FOCO – O que significa para você fazer a Tany, na minissérie “José do Egito”, pela Record? 

Bianca – Amei fazer!!! Me sentia própria Rainha (risos). Acho fascinante a história do Egito, para mim é apaixonante. Então ter a oportunidade de fazer a Rainha do Egito na fase de uma história tão linda como “José”, foi um presente. Curti todos os momentos.

FOCO – Você fundou o Instituto “Eu Quero Viver”. O que é e como surgiu a ideia de criar o instituto? Como as pessoas podem ajudar a ONG?

Bianca – Conheci o Dudu Próspero, portador de mucopolissacaridose (MPS), pelo twitter. Ele me pediu para ajudá-lo na divulgação dessa doença. Acabamos nos aproximando, conheci a linda família que ele tem. Quando vi, o Instituto já estava aberto. O Instituto “Eu Quero Viver” é para dar auxílio a doenças raras e genéticas. No momento, mucopolissacaridose. As pessoas podem ajudar, e muito, assinando a petição que se encontra no site, com ela iremos pressionar o Governo a incluir os medicamentos dos portadores de MPS na lista do SUS. Hoje, eles enfrentam muita burocracia para conseguir o remédio e se for para comprar, são extremamente caros, a partir de 50 mil reais. Criamos também uma lojinha no facebook do Instituto. Já está à venda um CD com lindas histórias, gravado por mim. Fiz em prol do Instituto, não ganho com isso. Também tem um pingente com o símbolo do Instituto. Eu tenho um e, como muita gente pedia, resolvemos fazer e colocar à venda. E ainda: as pessoas podem fazer doações pelo site: www. euqueroviver.com.br . Só não ajuda quem não quer.

Bianca fez fotos para o catálogo da Xiis Confecção passense Coleção Outono/Inverno.
Bianca fez fotos para o catálogo da Xiis Confecção passense Coleção Outono/Inverno.

FOCO – No seu ponto de vista, o que os jovens podem fazer para ajudar seus semelhantes, usando as redes sociais? 

Bianca – Muita coisa, as redes sociais são muito poderosas. Os jovens precisam estar mais abertos à realidade do mundo. Ainda bem que no Brasil já tem muita gente ajudando o próximo, mas ainda é pouco. É preciso se mexer. E as redes sociais não exigem muito da gente. No caso do meu Instituto, uma simples assinatura no meu site irá ajudar mais de 500 portadores de MPS. Basta um click, simples assim.

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